12 fevereiro 2010

News Release 1539 : SBB separa negócio da carga


Faro [Portugal], 12.02.2010, Semana 07, Sexta-feira, 13:54

A suiça SBB CFF FFS Schweizerische Bundesbahn (o mesmo que CP em Portugal), procedeu recentemente a uma organização da sua estrutura interna e das suas subsidiárias para o transporte de mercadorias, que a partir de agora, são negócios independentes.

Ao anunciar esta mudança no passado dia 4 de fevereiro, a SBB disse que continuará a operar serviços de mercadorias a nível doméstico, que será reformulado com um portfólio mais completo de produtos e adaptado à procura interna.

A nível internacional, o negócio será reestruturado com uma empresa separada (SBB Cargo), cujos objectivos incluem um melhor controle de custos, gestão racionalizada e utilização de um sistema informático mais simples. O tráfego internacional será o de sempre, ou seja, ligar os portos dos Mar do Norte (Holanda e Bélgica) e o norte da Itália, com os suas ofertas tradicionais, com particular destaque para o intermodal (contentores) que é visto e percebido como um mercado de crescimento a longo prazo, embora com margens baixas.

Por outro lado, a SBB está actualmente a negociar com a Hupac (importante operador suiço privado especializado no intermodal) sobre a tomada de uma participação na empresa no futuro, enquanto continuam as discussões sobre as formas de integrar as filiais alemã e italiana SBB Cargo. Também nenhuma decisão foi tomada sobre o local onde a sede da futura sociedade será localizada.


Luís Moreira


News Release 1538 : Carris do Ramal da Lousã jã estão no Entroncamento


Faro [Portugal], 12.02.2010, Semana 07, Sexta-feira, 13:54

Segundo informa a MM Metro Mondego e citando, os carris retirados do Ramal da Lousã, de acordo com as obras que decorrem e que visam a implementação do Sistema de Mobilidade do Mondego, foram transportados por via ferroviária e passaram por dentro de Coimbra (cidade) entre os dias 25 de Janeiro e 02 de Fevereiro.

Este transporte visou a carga de carris usados, em barras de comprimento máximo de 108 metros resultantes do levantamento de via do troço Miranda do Corvo / Lousã, para o Ramal da Figueira da Foz, onde foram descarregados no dia a seguir ao da acção de carga.



Assim, no dia 25 de Janeiro, o comboio que transportou os carris saiu do Entroncamento com destino a Coimbra, atravessando a cidade às 08:00h, em direcção à Lousã. Quando completa a carga, regressou, por volta das 17h00, à estação de Coimbra, de onde saiu com destino à estação da Pampilhosa. Daí prosseguiu posteriormente para o Ramal da Figueira da Foz. A carga de carris, com um peso de 230 ton., prosseguiu nos dias 26 e 29 de Janeiro e 02 de Fevereiro. Os carris de sucata sairam posteriormente com destino ao Entroncamento.

O atravessamento da cidade, entre Coimbra e Coimbra-Parque, teve o acompanhamento da Polícia Municipal.

Créditos: Pela foto, agradecimento à MM Metro Mondego.


Luís Moreira


News Release 1537 : Governo admite desmembrar e privatizar CP


Faro [Portugal], 12.02.2010, Semana 07, Sexta-feira, 13:41

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia da Transportes em Revista, publicada no passado dia 11 na sua página electrónica, com informação ferroviária relevante.

O Governo admite a possibilidade de desmembrar e privatizar a CP, afirmou o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, em entrevista ao semanário Expresso. “Temos de estar com o espírito aberto, na medida em que queremos introduzir medidas estruturais”. O governante adiantou que poderá ser possível haver mais do que um operador, até porque é uma “orientação geral a nível europeu a existência de vários operadores, que possam competir”. O ministro considera, no entanto, que tal terá de ser “ajustado à dimensão económica do país”.

Relativamente ao projecto de Alta Velocidade, António Mendonça reiterou naquela entrevista que é “para avançar e não é por capricho”, acrescentando que a obra do primeiro troço para Espanha, adjudicado ao consórcio liderado pela Brisa e Soares da Costa, irá ser iniciada em Abril ou Maio. Quanto à ligação Porto – Vigo admitiu uma “possível redefinição das características da linha”.


Sobre esta matéria, desejamos sublinhar muito bem, que pensamos ser um erro colossal e muito grave, desmembrar a CP e muito menos privatizar a mesma. Apesar dos danos colaterais e coabitações mal aceites (por exemplo, SNCF e DB, que sempre se entenderam bem no passado) que por essa Europa fora vai acontecendo por força desta maldita liberalização, nenhum privado consegue fazer melhor desempenho que uma CP, RENFE, SNCF, DB e todas as outras, que são operadores com dezenas e dezenas de anos de experiência única. Aliás, aos privados só lhes oferece uma vantagem que é fulcral, mas isso não quer dizer que façam melhor, quando sabemos que alguns desses mesmos privados, comungam interesses comuns, mas díspares e conflituantes entre modos de transporte diferentes.

Nota: A preto, texto de Paulo Almeida e citação da notícia a verde e a azul, comentário de Luís Moreira.


Paulo Almeida


News Release 1536 : Mais uma linha GV abre na China


Faro [Portugal], 12.02.2010, Semana 07, Sexta-feira, 13:00

Amanhã faz uma semana, que a China inaugurou mais uma linha de Grande Velocidade, aliás, das várias que estão sendo projectadas e construídas neste gigantesco país. Trata-se em rigor, da linha que liga a China central e a zona oeste do país, ou seja, são 456 kms de LGV entre Zhengzhou na província de Henan e Xi'an na província de Shaanxi.

Com esta inauguração, a viagem cai de 6 para 2 horas, viajando-se a 350 km/h, com 14 comboios por dia em cada sentido e esta LGV desenvolve-se em viadutos e túneis em 77% do traçado, pois a geografia nesta zona, não se mostrou simpática. Recordamos que esta construção foi iniciada em Setembro de 2005 e o custo total do projecto agora terminado foi de 35,3 mil milhões de yuan.


Luís Moreira


News Release 1535 : Passatempo Dia dos Namorados - Comboio Romântico 2010


Faro [Portugal], 12.02.2010, Semana 07, Sexta-feira, 12:34

Segundo informa a CP e citando, no dia 14 de Fevereiro (próximo domingo), venha comemorar o Dia dos Namorados a bordo do Comboio Romântico, numa viagem até Sintra, Capital do Romantismo!

A CP e a Oriflame juntaram-se com a intenção de lhe proporcionar momentos inesquecíveis.

Em breve serão divulgados os 25 casais com as frases mais criativas e que participarão em inúmeras surpresas que preparámos para que tenham uma inesquecível viagem a dois, recheada de romantismo.

Duas destas surpresas temos que revelar…



Os 25 casais de namorados que integrarão o Comboio Romântico 2010 irão participar no Rail-Paper do Amor!

Uma divertida iniciativa que culminará num almoço de convívio, em que serão atribuídos os fantásticos prémios que temos para os três primeiros casais classificados e distribuídas ofertas para todos!

Participe e venha celebrar o Dia dos Namorados connosco!

Para mais informações consulte o regulamento aqui.


Paulo Almeida


News Release 1534 : Última derrocada na Linha do Douro foi a maior em Portugal


Faro [Portugal], 12.02.2010, Semana 07, Sexta-feira, 12:27

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia do Jornal de Notícias, publicada hoje na sua página electrónica, com informação ferroviária relevante.

A derrocada que no passado dia de Natal destruiu cerca de 30 metros da Linha do Douro, entre Tua (Carrazeda) e Pocinho (Foz Côa), terá sido a maior de que há registo em Portugal. A Refer estima que terão caído 1500 toneladas a pedras e terra. Troço reabre em Março.

A derrocada que no passado dia de Natal destruiu cerca de 30 metros da Linha do Douro, entre Tua (Carrazeda) e Pocinho (Foz Côa), terá sido a maior de que há registo em Portugal. A REFER - Rede Ferroviária Nacional estima que terão caído 1500 toneladas de pedras e terra. A circulação de comboios mantém-se suspensa até ao final de Março, embora já fosse possível reatá-la neste momento, uma vez que a plataforma já foi reparada e as travessas e carris recolocados.

Porém, por um lado houve necessidade de criar condições de segurança na zona para que os trabalhadores não corressem risco de lhes cair alguma pedra em cima; por outro, verificou-se ser necessário consolidar toda a encosta próxima da via, numa área de cerca de um hectare. Esta empreitada decorre há duas semanas e vai durar até Setembro.

"Compreendemos os transtornos que isto está a causar, mas não podemos correr o risco de reabrir o troço sem garantias de segurança", disse, ao JN, o director da Unidade Operacional do Norte da REFER, Mário Rodrigues. Admite que "risco zero não há", contudo acredita que após a intervenção, orçada em um 1,1 milhões de euros, a probabilidade de novo desmoronamento será bem menor do que a que existia.

Mário Rodrigues admite que a derrocada do dia de Natal se deveu ao mau tempo de Dezembro. Os prejuízos só não foram maiores porque o maquinista do comboio, que naquela manhã fazia a ligação entre Tua e Pocinho, conseguiu activar a tempo o sistema de travagem automático e parar antes de chegar ao obstáculo.

Cerca de 20 trabalhadores da empresa OFM continuavam, ontem, a preparar o terreno para a chegada de máquinas pesadas, já na próxima semana, fundamentais para os trabalhos de colocação de redes de alta resistência no talude vertical de onde se desprenderam os blocos graníticos e que tem uma altura de 90 metros.

No último ano a Refer investiu cerca de um milhão e meio de euros em obras de estabilização de taludes na Linha do Douro.



Paulo Almeida


News Release 1533 : Mude de Z sem mudar de Andante


Faro [Portugal], 12.02.2010, Semana 07, Sexta-feira, 12:15

Recebemos nos nossos serviços, a informação por parte da MP Metro do Porto, de que o Clikz é o novo serviço Andante que lhe permite ter em simultâneo 2 títulos ocasionais diferentes no mesmo cartão Andante (azul ou gold).

Agora, sempre que quiser fazer uma viagem diferente da habitual, já não precisa de comprar um novo cartão Andante.

A regra de utilização é simples e única!
Quando validar, o último título de viagem carregado é o primeiro a ser utilizado.

É mais cómodo, mais fácil e mais económico.

Atenção! Só pode carregar um Clikz de cada vez, isto é, só pode voltar a carregar um novo Clikz quando o último que carregou se encontrar esgotado.



Pode fazer Clikz em qualquer um dos seguintes locais:

• Lojas Andante
• Postos de Atendimento STCP
• Bilheteiras CP com venda Andante
• Centro da Mobilidade (estação REFER/CP de São Bento)
• Máquinas de Venda Automática (MVAs)
• Loja da Mobilidade
• Operadores Rodoviários Privados aderentes


Luís Moreira


News Release 1532 : Travessia da morte com os dias contados


Faro [Portugal], 12.02.2010, Semana 07, Sexta-feira, 11:54

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia do Jornal de Notícias, publicada hoje na sua página electrónica, com informação ferroviária relevante.

As obras na estação de S. João do Estoril, em Cascais, para eliminar a passagem de nível existente, começam em Março e terminam até final do ano. No entanto, o encerramento da travessia aérea só acontecerá quando terminar a construção da via alternativa.

A construção de uma passagem inferior na Estação de S. João do Estoril, com toda a reformulação da área envolvente, "vai ser adjudicada em Março e será concluídas até ao final do ano", adiantou Mário Olivença, da Refer, empresa que gere a rede ferroviária nacional, durante a apresentação do projecto de reformulação das acessibilidades à Estação.

No entanto, a eliminação total da passagem de nível para automóveis e peões está ainda dependente da conclusão de uma obra paralela, que está a ser levada a cabo pela Câmara Municipal de Cascais (CMC) e que prevê a criação de uma passagem rodoviária inferior para o desnivelamento da via-férrea sob a Avenida Marginal e a Rua Homem Cristo, junto ao Forte de Santo António. O projecto apresentado, ontem, contempla a construção de uma passagem inferior pedonal na estação para atravessamento de peões e escadas de acesso ao cais de passageiros, assim como plataformas elevatórias.

Cerca de três milhões e meio de euros é o custo estimado da obra.

Moradores divididos

Mas os moradores da Quinta da Carreira, situada a norte da linha férrea, vêem com preocupação o projecto.

"Há algumas questões que ainda não estão bem esclarecidas, como a futura localização da praça de táxis", afirmou o presidente da associação de residentes, Carlos Guimarães.

Já para os utilizadores diários da estação, a eliminação da passagem de nível há muito que é reclamada, sobretudo pelos "muitos casos mortais" ali registados, recorda Helena Lopes, moradora.

Quando ficar concluída toda a intervenção naquela estação, o concelho de Cascais deixa de ter passagens de nível sobre a linha de comboios, uma vez que as obras em S. Pedro devem terminar no segundo semestre deste ano.



Paulo Almeida


11 fevereiro 2010

News Release 1531 : Carta do Cliente do ML


Faro [Portugal], 10.02.2010, Semana 07, Quinta-feira, 22:25

O ML Metro de Lisboa, acaba de definir e tornar pública a sua Carta do Cliente, em que assume um compromisso perante os seus clientes, expressando os direitos e deveres destes últimos. A referida Carta do Cliente pode ser consultada aqui.


Luís Moreira


News Release 1530 : Rave e Adif estudam viabilidade da AV Faro-Huelva


Faro [Portugal], 11.02.2010, Semana 07, Quinta-feira, 15:43

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia da Transportes & Negócios, publicada ontem na sua página electrónica, com informação ferroviária relevante.

Portugal e Espanha acabam de lançar o concurso para a elaboração do estudo de mercado e de viabilidade da ligação de Alta Velocidade Huelva-Faro.

O agrupamento Alta Velocidade Espanha-Portugal (AVEP), integrado pela Rave e pela Adif, lançaram esta semana o concurso para a elaboração de estudos de viabilidade técnica e financeira de uma futura linha ferroviária de Alta Velocidade no corredor Faro-Huelva.

O estudo, que tem um prazo de conclusão de dois anos, incluirá também "a análise técnica e ambiental das conexões internacionais entre os corredores internos de Portugal e Espanha", da "rendibilidade do investimento e dos respectivos horizontes de concretização", bem como a "selecção final dos corredores que sejam viáveis dos pontos de vista funcional, económico, territorial e ambiental", adiantou “à “Lusa” uma fonte da Rave.

Com a elaboração deste estudo, "o processo ficará preparado para uma tomada de decisão de dar início aos estudos prévios e de impacte ambiental, quando os governos de Portugal e Espanha decidam prosseguir com os estudos desta conexão ferroviária entre os dois países", acrescentou a mesma fonte.

O custo estimado deste estudo é de 950 mil euros (Iva excluído).

Actualmente está em curso o estudo de mercado relativo às ligações ferroviárias ao Algarve, "que fornecerá projecções de procura para diferentes horizontes temporais, avaliando os impactos da melhoria dos tempos de percurso nos serviços da rede ferroviária convencional com a Terceira Travessia do Tejo, bem como o potencial de mercado de uma conexão de Alta Velocidade ao Algarve".

Do lado espanhol, estão em curso os trabalhos de elaboração dos projectos de execução da linha de Alta Velocidade Sevilha-Huelva e o concurso para a construção da nova estação de Huelva, lançado em Dezembro do ano passado.

As ligações de Alta Velocidade Faro-Huelva e Aveiro-Salamanca foram também acordadas na cimeira luso-espanhola da Figueira da Foz, que decorreu em Novembro de 2003, mas não fazem parte dos projectos de prioritários (Lisboa-Porto, Lisboa-Madrid e Porto-Vigo), pelo que não têm um calendário definido para avançar.



Paulo Almeida


News Release 1529 : Alta Velocidade obriga a reposicionamento do produto turístico


Faro [Portugal], 11.02.2010, Semana 07, Quinta-feira, 13:28

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia da Ambitur Online, publicada ontem na sua página electrónica, com informação ferroviária relevante.

Segundo o estudo promovido pela RAVE - Rede ferroviária de alta velocidade, “A Alta Velocidade e o Turismo”, o sector turístico português sofrerá alterações inevitáveis. A ambitur.pt procurou junto de vários representantes de entidades turísticas saber como perspectivam o futuro do turismo nacional com a chegada do TGV.

As principais modificações, que a Alta Velocidade traz para o turismo, recaem sobretudo sobre a oferta e procura turística. Segundo o estudo da RAVE, sobre “A Alta Velocidade e o Turismo”, o novo turista procurará, particularmente, viagens e estadias de curta duração, o que provocará uma adequação dos produtos turísticos actuais.

Vítor Costa, director-geral da Associação de Turismo de Lisboa, concorda que a AV vai provocar “impactos tremendos nos destinos turísticos, na organização dos produtos e, até, na viabilização de equipamentos”. Por sua vez, para a Confederação do Turismo Português, que acompanhou este estudo em representação dos empresários do turismo nacionais, “a AV representa uma oportunidade para aproximar Lisboa ao Centro da Europa, aumentando a frequência de serviços de transporte actualmente existentes entre Portugal e Espanha, introduzindo um novo padrão de mobilidade na Península Ibérica”. Para José Carlos Pinto Coelho, presidente da confederação, à Ambitur, a introdução da AV em Portugal vai permitir fomentar o “aumento das receitas turísticas e o desenvolvimento das actividades económicas ligadas ao sector”, assim como a criação de riqueza nas regiões abrangidas pela rede de AV. Com esta implementação, Vítor Costa espera “um grande alargamento de mercado potencial para Lisboa”. O presidente da ATL adianta mesmo que “com a ligação Lisboa-Madrid esperamos duplicar o número de hóspedes espanhóis na nossa hotelaria, mas também poderemos atrair outros mercados actualmente inacessíveis”.



A criação de pacotes turísticos com a Alta Velocidade para o segmento ‘corporate’ será uma das estratégias a adoptar, pois, no caso prático de França e Espanha, este produto terá sofrido um crescimento significativo. Segundo o estudo, estes países optaram por adoptar medidas concretas que tivessem em consideração a AV, como promovê-la nos principais mercados emissores e em mercados longínquos e implementar campanhas de comunicação direccionadas para o turismo de negócios e ‘city breaks’, os principais segmentos a verificarem uma evolução no respectivo crescimento. Promover a AV como um modo de transporte de lazer em campanhas turísticas regionais é outra das soluções apresentadas pelo estudo, cuja conclusão é partilhada pelo presidente da APAVT – Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo, que alerta para “a necessidade de desenvolver com o Turismo de Portugal e com as ERT’s directamente interessadas uma estratégia e um plano de marketing adequado a esta nova forma de chegar a Portugal”.

Consequências negativas

O estudo não descura porém os possíveis impactos negativos no sector turístico provocados pela introdução da AV. Desde a incapacidade de aproveitamento da rede de AV pelos agentes públicos e privados, como a polarização do turismo nos grandes centros urbanos ou até mesmo a superioridade do efeito ‘outbound’ relativamente ao ‘inbound’ e a pressão para a redução do gasto médio nas estadias. Para a APAVT, “os agentes do sector irão certamente aproveitar as oportunidades”. No entanto, João Passos, presidente da APAVT, afirma que “estão longe de esgotados os estudos necessários a uma correcta aferição do impacto da introdução da AV nas ligações projectadas”.

Vítor Costa também não esquece as consequências negativas da AV no sector, ao evidenciar que “as dormidas de nacionais em Lisboa tenderão a diminuir e algumas das actuais dormidas de espanhóis poderão não se verificar porque as pessoas poderão vir a Lisboa e regressar mais facilmente no mesmo dia”. Com isto, o director-geral da ATL salienta também que a ligação aérea entre Lisboa e Porto será “residual”, enquanto que a Lisboa-Madrid sofrerá “uma forte diminuição”. No entanto, João Passos insiste na necessidade da “manutenção destas rotas, sobretudo Lisboa-Madrid, pelo que é admissível que se venha a verificar um aumento de agressividade comercial por parte das transportadoras na sua oferta de lugares disponíveis”. Quanto às ligações ferroviárias existentes, Francisco Cardoso dos Reis, presidente da CP – Caminhos de Ferro de Portugal, acredita que serão “dois serviços complementares”. “Estas duas redes têm que se interpenetrar em serviços eventualmente com comboios que podem andar nas duas [redes convencional e de Alta Velocidade] e que permitirão que as pessoas que não estejam no sítio onde a AV passa, a possam utilizar. Isto vai potenciar a procura de transporte em vez de se canibalizar. Uma não vai roubar a outra”, clarifica.

Segmentação e adaptação de produtos

Para os indicadores negativos, a RAVE sugere no estudo que os ‘players’ turísticos nacionais se adeqúem aos novos segmentos de mercado e ao novo perfil também do mercado espanhol (principal mercado emissor através deste meio de transporte), mas ainda que se potencie a ligação entre a AV e os aeroportos, assim como aos restantes meios de transporte e que seja feita uma adaptação às políticas de ‘pricing’. Neste sentido, o presidente da CTP refere que “torna-se imprescindível melhorar as ligações de Lisboa e demais destinos de Portugal de forma a torná-los mais atractivos do que os de Espanha”. Realizar um planeamento integral das cidades, criar condições para colocar Lisboa no ‘top 5’ de cidades mundiais do Turismo de Negócios “podendo servir como suporte para o desenvolvimento e criação de riqueza de forma sustentada e integrada da nossa economia”, são considerados factores “cruciais” pelo representante dos empresários portugueses do turismo.



António Mendonça, ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicação, no âmbito da apresentação do estudo da RAVE, vai mais longe e afirma que é necessário “começarmos a preparar um plano de marketing de promoção do país e das nossas actividades turísticas para estar associado ao dia em que a AV chegar de Madrid”. A opinião é partilhada pelo director-geral da ATL que frisa que “a revisão do PENT tem que incorporar este factor”. “Em termos regionais as várias entidades responsáveis também devem adaptar o seu planeamento estratégico e de marketing. No que nos diz respeito, estamos em processo de lançamento do nosso novo Plano Estratégico para o período de 2011-2014, que irá contemplar os impactos e oportunidades do TGV”, acrescenta. Estas adaptações devem ser também tidas em conta pelos “investimentos públicos em equipamentos ou privados que estão em preparação ou em planeamento”, sustenta Vítor Costa.

Novos segmentos, ou adaptação de segmentos e produtos turísticos existentes, serão uma realidade com a Alta Velocidade. O estudo conclui que em Portugal, tal como em Espanha e França, os principais segmentos que beneficiarão com a AV serão os ‘city and short breaks’ e o turismo de negócios. Mas também o ‘touring’, segundo Vítor Costa. “Actualmente vemos o ‘touring’ no âmbito geográfico da nossa área promocional ou do nosso país. Com o TGV a escala passará a ser outra e fará todo o sentido pensar no produto ‘touring’ numa escala peninsular”, justifica. Para o responsável da ATL “os operadores tenderão a adaptar os seus pacotes tendo em conta esta realidade e os turistas individuais também o farão na programação das suas viagens”.


Créditos: Pelas fotos, agradecimento à Ambitur Online.


Paulo Almeida


News Release 1528 : DB exerce opção com a Bombardier


Faro [Portugal], 10.02.2010, Semana 07, Quinta-feira, 13:08

A Bombardier Transportation, afirmou ontem que vai fornecer um adicional de 18 carruagens de 2 pisos à alemã DB Deutsche Bahn. Trata-se de uma opção por parte da operadora alemã, firmada num contrato de 2003. Estas 18 unidades vão custar à DB Deustche Bahn, um total de USD 33 milhões.


Luís Moreira