11 maio 2010

News Release 2029 : Município de Vendas Novas nega haver entendimento com a CP sobre os transportes alternativos


Faro [Portugal], 11.05.2010, Semana 20, terça-feira, 17:09

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia dos media, com informação ferroviária relevante.

Fonte: Rostos.pt
Autor: Redacção
Data: Ontem

«Não estando em causa as obras e a modernização da linha do Alentejo, nunca a REFER como a CP, formalmente solicitaram qualquer reunião ao Município de Vendas Novas com vista a, de forma atempada, analisar as implicações das obras da modernização da linha do Alentejo – no troço Bombel-Vidigal-Vendas Novas- Casa Branca – Évora» - sublinha um comunicado da Câmara Municipal de Vendas Novas.

Encerramento Linha do Alentejo: Município de Vendas Novas nega haver entendimento com a CP sobre os transportes alternativos

Perante algumas notícias publicadas no passado dia 6 de Maio, dando conta da existência de um comunicado da CP no qual se refere que houve um entendimento com as autarquias, nomeadamente com a Câmara Municipal de Vendas Novas (CM), sobre o serviço rodoviário de substituição ao actual tráfego de comboios. O Município de Vendas Novas sente-se na obrigação de esclarecer:

a) Não estando em causa as obras e a modernização da linha do Alentejo, nunca a REFER como a CP, formalmente solicitaram qualquer reunião ao Município de Vendas Novas com vista a, de forma atempada, analisar as implicações das obras da modernização da linha do Alentejo – no troço Bombel-Vidigal-Vendas Novas- Casa Branca – Évora;

b) As reuniões havidas no plano técnico, ainda em Outubro de 2009, não só se restringiram a informar das obras a terem início em Janeiro de 2010, como em caso de haver corte de tráfego dos comboios inter-cidades e regional, nunca seria por um período superior a 6 meses, já que a 1ª fase das obras, segundo os técnicos da REFER, iriam decorrer sem necessidade de interrupção dos comboios;

c) Foi com total surpresa que, em meados de Abril, a CM de Vendas Novas foi confrontada com as notícias sobre a “inevitabilidade” do encerramento total da Linha do Alentejo, apresentada pela REFER, por período de 1 ano ou mais, já a partir do presente mês de Maio;

d) Tal facto, motivou que a CM solicitasse em 19 de Abril, com carácter de urgência, reuniões aos Conselhos de Administração (CA) da CP e REFER;

e) Até ao momento, só o CA da CP recebeu em 23 de Abril a CM e disponibilizou-se, por proposta do Município de Vendas Novas, a reunir com as Autarquias de Vendas Novas, Évora e Beja e a “Comissão de Utentes”, no passado dia 27 de Abril em Vendas Novas.

f) Nesta reunião, contrariamente ao que vêm a público, quer as autarquias quer a Comissão de Utentes apresentaram propostas alternativas à eliminação dos comboios, não havendo portanto qualquer acordo sobre a decisão, que unilateralmente a CP e a REFER acabam de tomar;
Reafirmar assim que, apesar de terem existido reuniões entre as autarquias envolvidas, a CP e a Comissão de Utentes, nunca existiu da parte da Câmara Municipal de Vendas Novas um entendimento sobre as alternativas que a CP propõe em termos de transportes aquando das obras de modernização da linha do Alentejo.

No entanto continuamos a desenvolver esforços para assegurar as melhores condições aos utentes desta linha, em especial aos que são de Vendas Novas, e por isso foram pedidas audiências com o Conselho de Administração da REFER (19, 28 e 30 de Abril) das quais resultaram a marcação de uma reunião para próxima 3.ª feira, dia 11 de Maio, um dia depois de as obras darem início e a linha já ter encerrado.
Continuamos a acompanhar com redobrada atenção esta situação.


Paulo Almeida



10 maio 2010

News Release 2028 : Basílio Horta defende aeroporto e TGV


Faro [Portugal], 10.05.2010, Semana 20, domingo, 22:53

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia dos media, com informação ferroviária relevante.

Fonte: Jornal de Notícias
Autor: Redacção
Data: Ontem

O novo aeroporto e o TGV são obras essenciais para o desenvolvimento do país e "terão de ser feitos" a seu tempo, defendeu o presidente da AICEP, Basílio Horta, considerando "um erro gravíssimo" não investir na rede de transportes.

"Ninguém de bom senso pode criticar o facto de querermos fazer um aeroporto novo, porque só quem não conhece o nosso aeroporto é que não percebe que este já não serve", afirmou o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), em entrevista à agência Lusa.

O primeiro-ministro anunciou sexta-feira em Bruxelas, após uma reunião do Eurogrupo, o adiamento de grandes investimentos públicos, como as obras do futuro aeroporto e a terceira travessia do Tejo, no quadro do esforço de acelerar as medidas de consolidação orçamental.

Em reacção, o Presidente da República disse que a decisão do Governo de reponderar todas as grandes obras públicas não adjudicadas "vai ao encontro daquilo que muitos economistas e políticos têm defendido". Os partidos dividiram-se entre o apoio à decisão do governo e as críticas ao facto de não ter adiado também o TGV.

O ministro das Obras Públicas, que participou sábado na cerimónia de assinatura do contrato do troço Poceirão-Caia para o TGV, admitiu a "reponderação" da terceira travessia e do novo aeroporto de Lisboa.

Para Basílio Horta, que defende que estas obras não devem ser transformadas em "bandeiras políticas", a questão é muito simples: "Queremos que Portugal se mantenha um 'hub' [centro de distribuição de tráfego aéreo] e que venham pessoas de todo o mundo para ir para o Brasil e África, à semelhança do que ainda acontece, ou queremos perder isso para Madrid?"

O responsável admite ser "perfeitamente justificável e natural" que, numa altura em que se quer reequilibrar as contas públicas e reduzir o défice externo, se "reavalie esses investimentos", mas defende que o adiamento não retira a importância das grandes obras.

"Não significa que não sejam decisivas. Esses investimentos terão de ser feitos, o tempo em que serão feitos é outra questão", disse.

Relativamente ao TGV (cuja primeira adjudicação "já deveria estar tão avançada que não poderia haver um recuo), o presidente da AICEP apontou a urgência de uma linha rápida para mercadorias e passageiros.

"O que tem que ser feito urgentemente é uma linha que parta de Sines, passando pela logística do Poceirão e de Castanheira - dois grandes investimentos logísticos - passe por Badajoz e vá a Madrid pela via rápida de mercadorias e, a partir dali, entra a via rápida Lisboa - Madrid", defendeu.

Segundo o responsável, "um país periférico em relação à Europa, central em relação aos outros continentes, tem na logística um aspecto essencial para o seu desenvolvimento e a logística é transportes.

"Se nós não apostamos aí e ficamos confinados aqui, estamos a perder mais-valias e aí quem é que investe?", interrogou, reiterando que "a parte positiva está lá, a parte negativa é preciso estudá-la bem e não empolá-la para efeitos políticos".

Confrontado com as recentes declarações do Presidente da República, Cavaco Silva, segundo as quais o país deve investir em bens transaccionáveis e ponderar os grandes investimentos, Basílio Horta respondeu que "isso é o que se tem vindo a fazer".

"Mas temos que os armazenar [bens transaccionáveis] e que os transportar, tem que ter logística e transportes. De que vale termos bens transaccionáveis se não tivermos vias de comunicações rápidas? Não podemos ter vias em que o comboio de mercadorias espera meia hora para o comboio de passageiros passar e depois este vai à frente e espera, novamente, para o outra passar. Isto não é país!", rematou Basílio Horta.

O Presidente da República recebe na segunda feira um conjunto de economistas e antigos governantes conhecidos pela sua oposição ao lançamento, neste momento de crise, de grandes obras públicas, como o novo aeroporto e a alta velocidade ferroviária.

Os economistas criticam os grandes investimentos numa altura em que Portugal enfrenta uma forte degradação das condições de financiamento nos mercados internacionais e é, ao mesmo tempo, obrigado a reduzir o défice e a trajectória de aumento da dívida pública, ao abrigo das condições enunciadas no Programa de Estabilidade e Crescimento.


Paulo Almeida



News Release 2027 : Today's Railways nº 173


Faro [Portugal], 10.05.2010, Semana 20, segunda-feira, 16:43

Edita-se nesta News Release, com cortesia, a capa e sumário da revista inglesa Today's Railways Europe, com o nº 173, que reporta ao corrente mês de Maio de 2010.



Este número, aborda de modo especial, os seguintes temas (em inglês)

• Berninabahn celebrates 100 years
• Finding diesel locos in Belgium
• Freight photography by the Maintal
• Firenze's new tramway opens

Sobre Portugal

• High-speed rail partiall postponed
• Partial privatisation of rail industry
• New Aveiro port branch opens
• Royal sallon moves to Utrecht (ver Heritage News)

Como os amigos leitores sabem, esta revista, conta com dois colaboradores regulares portugueses, a saber, Carlos Fonseca e Manuel Tão, este último também colaborador permanente no nosso blogue.


Luís Moreira


News Release 2026 : Ferrovissime nº 27


Faro [Portugal], 10.05.2010, Semana 20, segunda-feira, 16:32

Edita-se nesta News Release, com cortesia, a capa da revista francesa ferrovissime, com o nº 27, que reporta ao corrente mês de Maio de 2010.



Este número, aborda de modo especial, os seguintes temas (em francês)

• Electriques

Banlieue Rive Droite au temps du Rouquin. Les Z 1300 "Standard 3e rail" de Saint-Lazare

• Vapeur
Les machines 1-231 C, 4-231 F et 4-231 H. Les cousines "Chapelon" de l'Est et du Sud-Ouest

• Electriques
Pelliculages des locomotives SNCF. Fin du voyage pour la livrée En Voyage

• Wagons
Regard sur les fondamentaux. Quand le "fret" s'appelait "trafic marchandises"

• Autorails
Les coulisses de l'histoire. Les X 4200, vus par l'exploitant

• Diesel
L'étonnant règne éphémère de l'essence et du mazout. Le moteur à combustion interne, un champion méconnu en 1938

• Installations
Anatomie de constructions typées. Les maisons de garde-barrières de l'ex-région Est SNCF

• Autorails
D'Astrée à l'ERTMS. X 101/02, un automoteur double très spécial

• Electriques
Partenariat B-Cargo et ECR. Les Traxx belges roulent en France

• Divers
Rectificatifs et compléments d'informations

Dossier Ferrovissimo
X 4200. Des roulements sous le ciel bleu (2e partie)


Luís Moreira


News Release 2025 : Mendonça quer contentores na linha UIC Poceirão-Caia


Faro [Portugal], 10.05.2010, Semana 20, segunda-feira, 16:19

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia dos media, com informação ferroviária relevante.

Fonte: Cargo Edições
Autor: Redacção
Data: Hoje

O facto de haver linha UIC (conhecida em Portugal por TGV) até ao Poceirão, pode vir a ser “a escrita direita por linhas tortas” do projeto ferroviário que tanta polémica suscita: António Mendonça anunciou, em entrevista à TVI, no sábado à noite, que a simples acção de se colocar um comboio de mercadorias a circular naquela linha – tornando-a mista, aproveitando o facto de, para passageiros, não ser sustentável economicamente, ainda menos ao ficar-se pelo Poceirão – permite, de uma penada, levar um contentor até Madrid pela “pechincha” de 95 euros, contra os actuais 375 euros que um camião cobra pelo mesmo trajeto.

Esta revelação, vinda da boca de quem vem, recentra a questão da ligação dos portos de Lisboa, Setúbal e Sines a Madrid, ao torná-la efectivamente competitiva. Para os mais distraídos, ou os que nunca puderam cruzar todos os dados desta equação, convém recordar que a solução que (ainda) está na mesa condena os nossos portos do centro e sul a percentagens apenas marginais de um tráfego que vale, por ano, cerca de 700 mil teu, tantos quantos a capital espanhola importa anualmente. E isto porque a solução negociada com Espanha obriga a um desvio para sul, após a passagem da fronteira do Caia, em direcção ao entroncamento ferroviário de Puertollano, que vem de Algeciras, o que eleva a distância total a percorrer em mais 100 km (!) que o actual percurso.

Fosse por distração, fosse por falta de informação, o certo é que os negociadores portugueses não viram mal em aceitar a proposta espanhola, que prevê a desactivação do ramal de Cáceres. Sem cuidarem que, dessa forma, estavam a condenar tanto o transporte ferroviário de mercadorias entre Portugal e Espanha (salvo para as zonas raianas da Andaluzia, e uma pequena parte do Levante), como a extensão do hinterland portuário de Lisboa, Setúbal e Sines à capital espanhola, que é o grande trunfo dos portos atlânticos.


Luís Moreira


News Release 2024 : Complementar das News Releases 2000 e 2002


Faro [Portugal], 10.05.2010, Semana 20, segunda-feira, 16:04

Conforme disposição descrita na News Release 2000, enviamos hoje via CTT, a oferta relacionada na mesma News Release. Foi feita na manhã do dia de hoje, numa das estações de correio dos CTT em Faro, e deverá chegar ao destino (Porto) nos próximos dias.



Não havendo necessidade de comprovarmos os actos que fazemos, aqui fica a prova do envio, a fim de não haver dúvidas, como aquela que está na caixa de comentários dessa mesma News Release 2000.


Luís Moreira


09 maio 2010

News Release 2023 : Utentes contra falta de alternativa ao Intercidades de Évora até Lisboa


Faro [Portugal], 09.05.2010, Semana 19, domingo, 23:20

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia dos media, com informação ferroviária relevante.

Fonte: Diário de Notícias
Autor: Luís Maneta
Data: Hoje

Refer vai encerrar ligação entre Vendas Novas e Casa Branca amanhã.

Quando Álvaro Serras decidiu "mudar de vida", trocando o stress lisboeta pela pacatez alentejana, estava longe de imaginar que o regresso à capital ocorreria tão depressa. O problema é que a Refer anunciou a "suspensão da exploração ferroviária entre Vendas Novas e Casa Branca" a partir de amanhã e os transportes alternativos, através de autocarro, colocados à disposição dos utentes pela CP não obedecem aos mesmos horários nem seguem o mesmo trajecto.

"Não me resta alternativa se não voltar para Lisboa", diz Álvaro Serras. "O autocarro sai de Évora às 06.40, vai chegar à Estação do Oriente às 08.20 e eu trabalho em Sete Rios. Não é possível cumprir o horário de trabalho." Actualmente, o Intercidades chega à Estação do Oriente às 08.35. Mas, antes, já teve paragens em Pragal, Sete Rios e Entrecampos.

"Os horários não são compatíveis. Antes de começar a utilizar o comboio estafei dois carros com 300 mil quilómetros entre Évora e Lisboa. Agora vou ter de voltar ao mesmo", lamenta Paulo Santos, outro utilizador regular da Linha do Alentejo. José Luís Pereira, da Comissão de Utentes, fala também do caso de pessoas que trabalham no Pragal e "deixam de ter alternativa" em termos de transporte público. "Sentimos que estamos a ser tratados como cidadãos de terceira", apontam.

Segundo José Luís Pereira, "não passaria pela cabeça de ninguém encerrar a Linha do Norte". Pelo que, neste caso, "como sucedeu noutras situações idênticas, defendemos que deveria ser compatibilizada a realização das obras com a passagem pelo menos de dois comboios, um de manhã e outro à noite, para responder às necessidades de quem trabalha em Lisboa". "Nem sequer é um tráfego muito significativo."



Outra alternativa defendida pelos utentes, e subscrita pelas autarquias de Évora e de Vendas Novas, seria a criação de uma alternativa conjugando a utilização de autocarros e comboios, uma vez que as obras apenas irão abranger o troço de 37,4 quilómetros entre Évora e Bombel (a cerca de cinco quilómetros de Vendas Novas). Para a Comissão de Utentes, apenas seria necessário o recurso a autocarro entre Évora e Bombel, onde "nada impede a manutenção das ligações ferroviárias a Lisboa, dentro dos horários existentes".

"Não estamos contra as obras, mas não percebemos porque é que não foi encontrada a solução alternativa de transbordo em Bombel, que satisfazia os utentes", diz o vice-presidente da Câmara de Vendas Novas, António Serralha. Também Manuel Melgão, vereador na Câmara de Évora, considera que teria sido possível chegar a um "entendimento", confessando desconhecer os motivos porque não foram realizadas antes de o Intercidades ter entrado em funcionamento. A interrupção da circulação ferroviária na Linha do Alentejo está prevista começar às 00.00 de amanhã.

Créditos: Pela foto, agradecimento ao DN.


Paulo Almeida



News Release 2022 : Abaixo-assinado contra a privatização da CP


Faro [Portugal], 09.05.2010, Semana 19, domingo, 23:10

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia dos media, com informação ferroviária relevante.

Fonte: O Rio
Autor: Redacção
Data: Hoje

Abaixo-assinado contra a Privatização da CP

A Comissão de Utentes da Linha de Sintra, a Comissão de Utentes da Linha da Azambuja, a Comissão de Utentes da Linha de Cascais, a Comissão de Trabalhadores da CP e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário e os restantes utentes e trabalhadores abaixo-assinados,

a) Tendo tomado conhecimento da alteração dos estatutos da CP no sentido de passar a permitir a concessão/privatização das linhas suburbanas da CP,

b) Tendo tomado conhecimento da inclusão desta privatização no quadro do chamado "Programa de Estabilidade e Crescimento" que o Governo apresentou à Assembleia da República

c) Considerando esta medida profundamente lesiva do interesse nacional, desagregadora de uma política integrada de transportes e ameaçadora dos direitos de trabalhadores e utentes,

Vêm manifestar a sua total discordância com a privatização das linhas suburbanas da CP, e exigir que a Assembleia da República impeça a concretização desta medida e revogue as alterações nos Estatutos da CP que o permitem.

A avaliação das privatizações já realizadas no sistema de transportes da região de Lisboa (Rodoviárias de Passageiros e Fertágus) já demonstrou que as mesmas saem mais caras ao Estado e aos Utentes, com perdas significativas na qualidade do serviço prestado e traduziram-se numa crescente exploração dos seus trabalhadores. São exemplos disto, o facto de os preços na Fertágus serem quase o dobro dos da CP apesar de receber muito mais em indemnizações compensatórias que esta, o facto dos transportes rodoviários privatizados estarem hoje reduzidos face às necessidades reais das populações por critérios economicistas e o facto dos salários e direitos dos trabalhadores destas empresas privadas se terem degradado significativamente.

Mesmo para o correcto funcionamento do sistema de transportes da nossa região, e citando o Tribunal de Contas, "a perspectiva intermodal deve sobrepor-se à óptica do operador isolado, privilegiando a lógica da complementaridade modal à da concorrência".

Por isso, exigimos:
1. Que a Assembleia da República, de harmonia com o disposto nos artºs 17º e seguintes da Lei 43/90, de 10/08, na sua actual redacção, tome as necessárias medidas tendentes à apreciação desta petição, inclusive através do plenário.

2. Que consequentemente, a Assembleia da República accione todos os mecanismos ao seu dispor em ordem a impedir a concessão / privatização da Rede Ferroviária da CP.

A Comissão de Utentes da Linha de Sintra, a Comissão de Utentes da Linha da Azambuja, a Comissão de Utentes da Linha de Cascais, a Comissão de Trabalhadores da CP e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário.


Paulo Almeida



News Release 2021 : TGV Lisboa-Madrid vai demorar mais de 3 horas


Faro [Portugal], 09.05.2010, Semana 19, domingo, 22:41

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia dos media, com informação ferroviária relevante.

Fonte: Diário de Notícias
Autor: Redacção
Data: Hoje

Crise obriga linha de alta velocidade Lisboa-Madrid a parar fora da capital. A alternativa mais provável para trazer passageiros até Lisboa envolve a construção de uma rede convencional entre Poceirão e Setúbal, permitindo assim a ligação em comboio normal pela Ponte 25 de Abril.

A crise vai obrigar a linha de TGV Lisboa-Madrid a parar no Poceirão, freguesia da Marateca, concelho de Palmela. E os passageiros a seguirem para Lisboa num comboio expresso que passará pela ferrovia convencional porque a terceira travessia sobre o Tejo ficará em banho-maria. Isto apesar do concurso para o outro troço, que abrangia a terceira travessia sobre o Tejo, estar quase concluído e o relatório final do júri de apreciação das propostas já ter chegado às mãos do ministro das Obras Públicas, António Mendonça.

A hipótese alternativa agora em estudo é fazer uma ligação ferroviária, em linha convencional, entre Poceirão e Setúbal, para que os utentes do TGV Lisboa-Madrid possam depois seguir daquela cidade até à Avenida de Roma em Lisboa pela linha já existente que atravessa a Ponte 25 de Abril, apurou o DN junto de fontes ligadas ao projecto.

Uma solução provisória até que Portugal tenha dinheiro para construir o resto do projecto da Linha de Alta Velocidade integrando uma terceira ponte sobre o Tejo, cujo investimento rondaria, de acordo com as estimativas actuais, os 600 milhões de euros. Uma hipótese que o Ministério das Obras Públicas não comenta, apesar de o ministro António Mendonça já ter assumido ontem à noite, em entrevista à TVI, que a solução poderia passar pela 25 de Abril. A alternativa transitória não só fará derrapar os prazos de conclusão da obra para além de 2013, como implicará mais algum tempo de viagem para os futuros passageiros. A viagem Lisboa-Madrid passará a demorar pouco mais de três horas, segundo as estimativas de quem está a analisar esta solução, enquanto pelo projecto inicial demoraria 2 horas e 45 minutos.

Além disso, poderá obrigar o Estado a pagar indemnizações aos consórcios apurados para a fase final do concurso para o troço de TGV, que agora ficará à espera de melhores dias para ser construído. Precisamente a parte da obra em que os fundos comunitários seriam mais reduzidos, obrigando a maior financiamento junto da banca.

Já o contrato para a adjudicação da obra do troço de TGV Poceirão Caia, ou seja, da linha que chega à fronteira espanhola, foi assinado ontem, numa cerimónia que contou com a presença do ministro das Obras Públicas e onde o governante reafirmou o que José Sócrates já tinha dito sexta -feira ao final da noite em Bruxelas, ou seja, que era necessário adiar grandes investimentos públicos, como as obras do futuro aeroporto e a terceira travessia do Tejo.

O Chefe do Governo, que falou no final de uma cimeira de líderes da Zona Euro, disse que o compromisso assumido em Bruxelas naquele dia de reduzir o défice este ano para 7,3 por cento, em vez dos 8,3 previstos no Programa de Estabilidade e Crescimento, implicaria novas medidas, e uma delas seria aquela.

Tudo em vésperas de ser assinado o contrato para adjudicação do primeiro troço de TGV e ainda a tempo de evitar o impacto do resultado de uma reunião entre o Presidente da República, Cavaco Silva, com ex-ministro das Finanças, marcada para segunda-feira.

Quanto ao novo aeroporto, uma das hipóteses que está a ser estudada, tal como o DN avançou na sua edição de ontem, é a de construí-lo, mas com uma capacidade mais reduzida do que a prevista de 22 milhões de passageiros. Mas tudo dependerá de uma decisão de adjudicar a obra com ou sem privatização da ANA.


Paulo Almeida



News Release 2020 : Nova Administração da MM para o triénio 2010/2012


Faro [Portugal], 09.05.2010, Semana 19, domingo, 22:36

Segundo informa a MM Metro Mondego, a Assembleia Geral da sociedade, que decorreu no dia 04 de Maio, pelas 10:30, escolheu os novos órgãos sociais da MM Metro Mondego. As alterações relativamente ao mandato anterior consistem na substituição do administrador executivo João Casaleiro por João Rebelo (ex vice-presidente da CMC) e na entrada de António Simões para administrador não executivo, substituindo assim Nuno Moita da Costa. O Fiscal Único foi também substituído.

A composição é a seguinte:

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL:

Presidente: Dr. Carlos Manuel de Sousa Encarnação
Vice-Presidente: Dr.Fernando dos Santos Carvalho
Secretário: Dra. Sónia Serrano Pujalras

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO:

Presidente: Professor Doutor Álvaro Jorge da Maia Seco
Vogal (Executivo): Mestre Carlos Francisco da Cunha Picado
Vogal (Executivo): Eng. João José Nogueira Gomes Rebelo

Vogal: Mestre Abílio Vassalo Abreu
Vogal: Eng. António Manuel Fernandes Simões
Vogal: Eng. Carlos Jorge Rodrigues Vale Ferreira
Vogal: Eng. Manuel Parola Gonçalves

FISCAL ÚNICO:

ROC efectivo: Rosa Lopes, Gonçalves Mendes & Associados (SROC nº 116) representada pelo Dr. José de Jesus Gonçalves Mendes
ROC suplente: Dr. João Manuel Rosa Lopes

COMISSÃO DE FIXAÇÂO DE VENCIMENTOS:

Presidente: Dra. Rita Maria Pereira da Silva
Membro: Dra. Sara Alexandre Ribeiro Pereira Simões Duarte Ambrósio
Membro: Dra. Maria João Castelo Branco.


Luís Moreira


News Release 2019 : Entrar no comboio sem esperar que pare


Faro [Portugal], 09.05.2010, Semana 19, domingo, 22:20

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia dos media, com informação ferroviária relevante.

Fonte: TV Net
Autor: Redacção
Data: Anteontem

Da China chega uma ideia original para poupar tempo nas ligações em alta velocidade. Para evitar as grandes paragens dos comboios nas estações, foi desenhado um sistema que permite aos passageiros entrar no comboio sem que este tenha que fazer qualquer paragem.

Ver aqui o vídeo.


Paulo Almeida



News Release 2018 : Fernando Graça revoltado com menor número de paragens de comboios em Chão de Maçãs


Faro [Portugal], 09.05.2010, Semana 19, domingo, 22:04

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia dos media, com informação ferroviária relevante.

Fonte: Rádio Hertz
Autor: Redacção
Data: 5 de Maio

Fernando Graça, presidente da Junta de Freguesia da Sabacheira, está preocupado com o menor número de comboios que param na estação de Fátima-Chão de Maçãs. Fernando Graça, que esteve no «um hora com» da Hertz, não entende que esta situação possa suceder depois do investimento que foi feito:

«Enquanto a estação não estava recuperada, os comboios paravam em Fátima. Mas, depois, houve um malabarismo político, ou seja, os comboios paravam na estação em Fátima e também em Caxarias, o que também irá acontecer nos dias 11, 12 e 13 deste mês. Mas porque é que isto acontece se Caxarias nunca teve nada a ver com Fátima?! A ideia é que os comboios voltem a parar em Fátima quando for concluído o IC9. Pelo menos é isto que os senhores da CP afirmam. Mas eu não acredito. Caxarias tudo tem feito para que os comboios deixem de parar em Fátima, onde só param os da Beira Alta». Fernando Graça quis deixar bem clara a sua ideia, lamentando que a política esteja a minar todo este processo e até recupera outros tempos para falar de manifestações em plena estação: «De ano para ano, este processo tem sido minado. Quando se assiste a estes malabarismos, nem sei que fazer... Se calhar, o povo junta-se e vai para a linha e não deixar passar os comboios. O que pode fazer um presidente de Junta? Falo, falo, falo, mas ninguém dá ouvidos!».


Paulo Almeida