
Porto [Portugal], 13.06.2007, Semana 24, Quarta-Feira, 23:21 - No passado mês de Março do corrente ano, fez 30 anos que se apagou a última locomotiva a vapor da CP (em via larga), terminando assim um reinado de 121 anos neste tipo de tracção.
Sabemos que para muitos, este é o tipo de tracção mais fascinante, pois nos lembra tempos passados de grande emoção e tempos de nostalgia, mas, o progresso ditou o seu fim, passando-se para a tracção térmica e eléctrica (de futuro e muito mais económica), que no nosso país e lá fora, faz movimentar os comboios no dia-a-dia.
Nesta recordação que desejamos fazer, lembramos aos nossos amigos leitores mais novos, que porventura ainda não saibam, que o fim do vapor na CP, verificou-se assim:
- em 1967 desaparece na Região Sul.
- em 1969 desaparece na Região Centro (via larga) e continua na via estreita.
- em 1977 desaparece na Região Norte (daí os 30 anos agora relembrados) na via larga, mas continua na via estreita.
- em 1986 desaparece na via estreita.
Gostariamos também de lembrar, que embora Portugal não tivesse uma frota de milhares de locomotivas a vapor, como lá fora (França, Alemanha, etc.) e também pela dimensão do nosso país, a CP teve no apogeu da tracção a vapor, cerca de 400 locomotivas na via larga e 80 na via estreita, e segundo também nos diz a espectacular obra de Marc Dahlström "Vapeur au Portugal", a tracção a vapor na CP, era de grande classe, com as suas belas locomotivas de velocidade (120 km/h) do tipo 230 e 231 Compound de quatro cilindros.

Foi uma era de ouro e glamour e de muitas dificuldades, como por exemplo o foi, a grande penúria de carvão (durante a II Guerra Mundial) que Portugal importava de Inglaterra (o carvão alternativo português e espanhol eram de muito má qualidade), fez com que a CP, tivesse uma redução drástica no seu fornecimento e teve que transformar muitas locomotivas para funcionar com aquecimento das suas caldeiras com madeira, o que foi um desastre para a bela floresta portuguesa e mais tarde, novas alterações para as locomotivas funcionarem a fuel, nomeadamente para aquelas que ainda tinham uma prolongada esperança de vida, pois só as locomotivas destinadas aos serviços mais nobres, funcionavam a carvão, de longe o melhor combustível, para a tracção a vapor.
Luís Moreira
Créditos: Pela foto, agradecimento especial à CP.
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