16 novembro 2009

News Release 1237 : Empresas públicas de transportes pagaram almoço de homenagem a Ana Paula Vitorino


Faro [Portugal], 16.11.2009, Semana 47, Segunda-feira, 18:26

Editamos na presente News Release, um artigo ligado à CP e à REFER, que editado hoje no diário PÚBLICO, da autoria de Carlos Cipriano*, aqui reproduzimos com cortesia, por ter interesse relativo com a área ferroviária.

Os presidentes da REFER, da CP e de pelo menos mais uma sociedade pública de transportes terão pago com o cartão de crédito da empresa os almoços de 50 gestores públicos daquele ramo, a 23 de Outubro, durante uma homenagem à então secretária de Estado dos Transportes, a socialista Ana Paula Vitorino.

O almoço de apoio e de despedida à governante foi no Hotel Altis Belém, em Lisboa, e juntou meia centena de administradores da CP, REFER, Carris, Metro de Lisboa, Administração do Porto de Lisboa e STCP, bem como de algumas empresas detidas pela CP e REFER, os quais se quotizaram entre si com um montante de 40 euros do seu próprio bolso para oferecer a Ana Paula Vitorino uma gargantilha de ouro de cerca de 2000 euros.

Após a refeição e os discursos da praxe, para que a festa não ficasse demasiado cara, todos os convidados viram os seus almoços pagos pela CP, a REFER e uma terceira empresa.

O PÚBLICO contactou a CP e a REFER - tendo insistido quase diariamente durante duas semanas - para esclarecer esta situação, mas não obteve resposta. Foi ainda perguntado às duas empresas se o referido almoço foi considerado uma sessão de trabalho ou seminário, ou seja, se foi considerado um almoço em exercício de funções, e pedidos a convocatória e relatório do evento, mas nada foi respondido.

A CP e a REFER tiveram prejuízos em 2008, respectivamente, de 190 milhões e 181 milhões de euros.

No sector dos transportes este tipo de almoço de homenagem é inédito porque o normal é os mesmos acontecerem depois de os governantes terem saído. Ora este aconteceu numa altura de indefinição em que a composição do Governo não era ainda conhecida e não se sabia se a secretária de Estado se manteria no cargo, havendo então rumores de que poderia ser ministra.

Contactada pelo PÚBLICO, Ana Paula Vitorino disse que "alguém que estava ali perto pagou o almoço por mim. Entendo que isso é normal, uma vez que tinha sido convidada". Quanto ao facto de as empresas terem pago os almoços de toda a gente, a ex-secretária de Estado dos Transportes disse não saber, mas que se recorda "de ver várias pessoas à saída a pagar a sua conta". Durante o seu mandato, Ana Paula Vitorino foi considerada uma das pessoas com melhor conhecimento da área dos transportes a ocupar a secretaria de Estado do sector, mas a sua actuação não foi consensual, tendo sido criticada por vários administradores a excessiva intromissão na gestão directa das empresas públicas que tutelava. Na hora da despedida, porém, tudo isso foi esquecido e durante os discursos houve gestores que agradeceram à homenageada o facto de terem sido nomeados para os cargos que desempenham.

"Perderam a vergonha"

Sem respostas das empresas, é impossível a juristas serem taxativos sobre a legalidade do acto, mas Maria José Morgado, procuradora-geral adjunta e especialista em temas de corrupção, notou ontem, sem querer comentar o caso concreto, que "deontologicamente, em tese geral, os cartões das empresas não servem para pagar almoços de despedida".

Também instado pelo PÚBLICO, o empresário Henrique Neto, ex-deputado do PS, foi lapidar na resposta: "As pessoas perderam a vergonha." Considerando a situação "irregular" e "nada normal", o empresário diz que o pagamento com os cartões da empresa "até pode ser legal, mas legítimo não é com certeza". Tanto por parte dos empresários, que se quotizaram para pagar a gargantilha ("mas a que propósito?!?", questiona-se), como por parte da ex-secretária de Estado.

*com Luísa Pinto e Paula Torres de Carvalho


Luís Moreira


15 novembro 2009

News Release 1236 : Multas por viajar sem bilhete nos transportes triplicaram


Faro [Portugal], 15.11.2009, Semana 46, Domingo, 10:54

O Diário de Notícias, refere hoje que está a aumentar as infracções em termos de viagens à borla nos transportes terrestres, especialmente neste ano. Por ter interesse relevante, editamos com cortesia, a referida notícia:

Nos comboios da CP, o aumento na detecção de infracções tem-se verificado principalmente nos serviços de Longo Curso (197 casos em 2007 aumentaram para 250 em 2008 e só nos primeiros dez meses deste ano já se registaram 303) e Regional, onde as 176 situações de 2007 cresceram para 311 em 2008 e nos primeiros dez meses deste ano já foram aplicadas 301 coimas, revelam dados da empresa. Nos autocarros dos Transportes Sul do Tejo "registou-se um aumento significativo na emissão de autos, em 2006 e 2007, comparativamente aos outros anos", declara fonte da empresa. Nos dez primeiros meses deste ano já foram detectados 144 infractores. No Metropolitano de Lisboa, "o nível estimado de fraude situa-se nos 2%, valor considerado bastante aceitável e abaixo dos índices das redes de metro congéneres da Europa", declara fonte da empresa. Nos barcos da Transtejo e da Soflusa, "a fraude tem vindo a diminuir", revela fonte da empresa.



A crise é apontada como a principal causa do aumento de pessoas a serem apanhadas por fiscais. Este ano, o número de transgressões triplicou.

Uma equipa de quatro fiscais entrou numa carruagem do Metropolitano de Lisboa e uma passageira comentou para a amiga: "Estes agora é que têm muito trabalho. Com esta crise, anda tudo a tentar viajar à borla. Cada vez há mais gente que se cola a mim para poder passar pelas portas." A amiga confessou-lhe que isso também sucedia com ela própria. Consequência da crise ou não, a verdade é que, de facto, o número de infractores detectados tem estado a aumentar, com o número de multas aplicadas a triplicar em relação ao ano passado, revelam dados do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), a que o DN teve acesso.

Em termos globais, relativos a todos os operadores de transportes públicos terrestres em Por- tugal, o IMTT revela que "em 2008 foram proferidas 670 decisões condenatórias" referentes a transgressões de passageiros sem título de transporte válido. Entre Janeiro e Outubro desde ano "já foram proferidas 2280 decisões condenatórias", acrescenta a mesma fonte. Feitas as contas, verifica-se que os números de 2008 já triplicaram este ano e ainda faltam dois meses para 2009 chegar ao fim.

No que se refere às coimas aplicadas - muitas não chegam à fase de decisão condenatória por terem sido entretanto pagas pelos infractores -, o IMTT diz que "em 2008 foram pagas 1079 coimas, 955 das quais de forma voluntária". Nos dez primeiros meses deste ano "foram pagas 3180 coimas, 2787 delas de forma voluntária". Estes dados indicam que , também se verifica um grande aumento.

Analisando a situação de cada um dos operadores de transportes públicos, verifica-se que a Rodoviária de Lisboa tem registado "um incremento efectivo nos autos registados", revela ao DN o administrador desta empresa, António Corrêa de Sampaio.

O maior aumento na aplicação de coimas verificou-se nos últimos dois anos, em que as 802 situações detectadas em 2007 passaram para 1124 no ano seguinte, o que se traduz num acréscimo de 40%. Essa tendência de crescimento continua a registar-se este ano, tendo sido contabilizadas, entre Janeiro e Outubro, 1018 infracções.

Estabelecendo a comparação entre estes 1018 casos e os 955 registados em período homólogo entre Janeiro e Outubro de 2008, "constatamos um aumento de cerca de 7% de infracções sancionadas com coima", salienta o administrador. Acrescenta que, "em termos quantitativos, o corpo de fiscalização tem mantido a mesma expressão nos últimos anos".

Pelo contrário, a empresa de autocarros Carris de Lisboa "incrementou o esforço de fiscalização", informou o secretário-geral Luís Vale. Adiantou ao DN que, devido a esse facto e também pela "não validação electrónica dos títulos de transporte por parte dos utentes, tem sido significativo o aumento do número de autuações".

Em 2004 a Carris detectou 3965 infractores, número que aumentou para 8623 no ano seguinte. Em 2006 emitiu 11116 coimas e 16246 em 2007. A evolução crescente voltou a verificar-se em 2007, com 17730 autuações. Entre Janeiro e Outubro deste ano, a Carris já abordou 16350 passageiros fora da lei. Luís Vale explicou que "o número de agentes de fiscalização foi reforçado em 2006 e, a partir daí, tem-se mantido sensivelmente igual". Revela que "está em curso um plano de melhoria da eficácia da sua acção com recurso a novas tecnologias de informação e ao aumento da sua mobilidade".

Créditos: Pela foto, agradecimento ao DN.


Luís Moreira


News Release 1235 : Obras do Metro em Santo Ovídio arrancam amanhã


Faro [Portugal], 15.11.2009, Semana 46, Domingo, 10:29

Conforme já anunciamos neste blogue, vão-se iniciar as obras de prolongamento da linha do metro na cidade de Vila Nova de Gaia. Nesse sentido, editamos a informação complementar que recebemos por parte da Metro do Porto e que informa assim:

INTERRUPÇÃO DA CIRCULAÇÃO SOB A ROTUNDA E NOS ACESSOS DA A1

A partir do dia 16 de Novembro têm início, na zona de Santo Ovídio, as obras de prolongamento da Linha Amarela do Metro do Porto. Desde a próxima segunda-feira, vão ficar progressivamente encerrados o sentido Norte/Sul do túnel rodoviário sob a Rotunda da Santo Ovídio e os acessos da auto-estrada A1 à Avenida da República através do nó de Gaia/Santo Ovídio. Todos estes impedimentos mantêm-se até Fevereiro de 2011, data prevista para a conclusão desta empreitada de expansão da rede do Metro.

O Metro do Porto sugere que os automobilistas que pretendam dirigir-se à Avenida da República e ao centro de Gaia utilizem, como alternativa, a saída GAIA/COIMBRÕES. No sentido inverso, ou seja, da Avenida da República e da Rotunda de Santo Ovídio em direcção à A1, a circulação está condicionada a UMA faixa de rodagem, que permanecerá sempre disponível e transitável até à conclusão das obras.
Em simultâneo, o trânsito na Avenida Vasco da Gama (EN 222) está condicionado e sujeito a demora, principalmente junto ao cruzamento com a Avenida da República. Até ao final de Janeiro de 2010, o trânsito automóvel na Avenida Vasco da Gama limita-se a UMA faixa de rodagem em cada sentido.

Toda esta intervenção, da responsabilidade do Metro do Porto e devidamente articulada com a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e com a Brisa - Auto-estradas de Portugal, está a ser objecto de uma profunda campanha publicitária de informação às partes interessadas - designadamente automobilistas, moradores, comerciantes e instituições -, recorrendo à utilização, entre outros, de meios como a Imprensa, a Rádio e a Internet. Por outro lado, decorre uma acção de contacto directo com os cidadãos, através da distribuição de 50 mil folhetos informativos dos desvios de trânsito agora em implementação.



O PROLONGAMENTO DA LINHA AMARELA A SANTO OVÍDIO

A extensão da Linha Amarela a Santo Ovídio é um dos mais importantes projectos do Metro do Porto. Esta intervenção acrescenta mais 600 metros à principal linha da rede e envolve a construção de uma nova estação subterrânea, a primeira em Vila Nova de Gaia, e de um novo túnel rodoviário. No âmbito desta empreitada será também construído o interface Metro/BUS de D. João II, bem como a pala de cobertura desta Estação, uma significativa mais valia em termos de comodidade e qualidade de serviço.

A intervenção do Metro do Porto em Santo Ovídio representa, além do mais, uma profunda requalificação urbanística naquela que é uma das principais portas de entrada do centro de Vila Nova de Gaia. Sob a Rotunda de Santo Ovídio vai nascer uma nova estação de Metro, subterrânea, com acessos garantidos através de rampas, escadas rolantes e elevadores. Debaixo do actual túnel, que passará a ser utilizado apenas pelo Metro, será construído um novo túnel rodoviário, assegurando a circulação automóvel entre a Avenida da República e a A1. Sublinha-se que os sentidos de trânsito e o número de faixas rodoviárias agora disponíveis vão permanecer após a conclusão da obra.

Este projecto, que representa um investimento global de 31 milhões de euros, tem um prazo de execução de 16 meses e está repartido em duas fases. A primeira, com a duração de sete meses, incide especialmente na implementação do interface de D. João II e respectiva cobertura. Será criada uma nova faixa BUS, com o sentido ascendente, a nascente do canal e da Estação de D. João II e sob a cobertura desta. Ou seja, o movimento de passageiros entre Metro e autocarros será directo, livre de obstáculos e totalmente abrigado. Em toda esta zona e com a construção de novos arruamentos, vão manter-se - à excepção da referida zona BUS paralela à estação -, todos os sentidos de circulação actualmente existentes.

Em simultâneo decorre a construção da nova Estação de Santo Ovídio, que ficará concluída no início de 2011. Este projecto de prolongamento da Linha Amarela visa melhorar a cobertura geográfica da rede do Metro do Porto no concelho de Vila Nova de Gaia, promovendo igualmente uma profunda valorização urbanística de uma das zonas mais emblemáticas da cidade. Mais tarde, no âmbito da segunda fase de desenvolvimento da rede, o Metro chegará também a Laborim e a Vila D’Este.


Luís Moreira


News Release 1234 : Metro Mondego assinou protocolo


Faro [Portugal], 15.11.2009, Semana 46, Domingo, 10:21

No passado dia 3 de Novembro, no auditório do Metro de Lisboa, na estação do Alto dos Moinhos, a Metro Mondego assinou o Protocolo de Cooperação para o “Desenvolvimento de Competências de Liderança, Gestão e Inovação no Sector Ferroviário”.

Este protocolo é a resposta ao desafio lançado pelo Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações, em 2007, após o Estudo “Definição do Modelo de Desenvolvimento de Competências de Liderança, Gestão e Inovação nos Transportes, com enfoque no Sector Ferroviário.

São identificadas oito áreas prioritárias de intervenção: a governação sectorial de RH, políticas sectoriais, educação e desenvolvimento, práticas e processos de RH, Inovação e Conhecimento, Marketing e Comunicação, Programa de Gestão da mudança e o Portal do conhecimento.

Entre os subscritores originais do protocolo contam-se diversas empresas do sector ferroviário, o MOPTC, o IMTT, assim como outras relacionadas, como a Ferbritas, a Invesfer e a Fernave.


Luís Moreira


14 novembro 2009

News Release 1233 : Criada rede de fornecedores nacionais para o sector ferroviário


Faro [Portugal], 14.11.2009, Semana 46, Sábado, 15:17

Patrocinada pela Alstom, foi criada recentemente a rede de fornecedores nacionais para o sector ferroviário. Num artigo da Transportes em Revista, que com cortesia citamos, refere-se assim:

A Alstom Transport pretende criar uma rede de fornecedores nacionais para o sector ferroviário, numa aproximação da indústria nacional ao mundo da Alta Velocidade, área onde a multinacional francesa é uma das líderes mundiais de mercado. Segundo Ângelo Ramalho, presidente da Alstom Portugal, «o país tem competências e é possível integrá-las no sector ferroviário e nos produtos e projectos que a Alstom desenvolve». A empresa organizou um workshop dedicado ao tema “Interiorismo e Subsistemas – Indústria Nacional”, tendo dinamizado para o efeito cerca de 50 empresas e instituições, onde se destacam a EMEF, Efacec, Amorim Cork Composits, Simoldes, Inapal Plásticos, Polipoli, Metricube, Vidropol, Sunviauto, Couro Azul, Alma Desing, Strong, TNG Fabrics, Montemeão e Caetano Components. O workshop foi realizado em parceria coma FEUP – Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto – Design Studio e contou com o apoio da AICEP. Apesar da iniciativa ter um âmbito local, a Alstom pretende que os seus resultados venham a ter um cariz internacional, de modo a que as soluções apresentadas pelas empresas portuguesas possam um dia vir a integrar os produtos e soluções ferroviárias da Alstom. «Esta é uma forma de dinamizarmos a indústria nacional», revelou Ângelo Ramalho, adiantando que «a integração de parceiros nacionais nas nossas ofertas» é uma componente bastante importante nas políticas empresariais da Alstom. Este novo projecto, surge na sequência da criação do “Knowledge Cluster pela Alstom, em Julho passado, que tem como objectivo desenvolver projectos vanguardistas no sector ferroviário e em áreas como as estruturas, materiais compósitos, interiorismo, manutenção e eco-design. O projecto agrega 20 instituições, das quais se destacam as participações da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), Instituto Superior Técnico (IST), Universidade do Minho, Universidade de Coimbra, ESADE, Universidade de Aveiro, IADE, Faculdade de Arquitectura de Lisboa e Universidade Lusíada e Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ).


Luís Moreira


News Release 1232 : Cinco propostas para a Metro Mondego


Faro [Portugal], 14.11.2009, Semana 46, Sábado, 14:53

Conforme fizemos já referência neste Blogue, ocorreu no passado dia 3 deste mês, a abertura das propostas para o fornecimento dos comboios para a Metro Mondego. Em cerimónia realizada, em Lisboa, na sede da CP, apresentaram-se então as seguintes 5 propostas, que foram aceites a concurso:

• Consórcio Alstom Transport / Alstom Portugal (França)
Ansaldobreda (Itália)
• Consórcio Bombardier Transportation Portugal / Vossloh Kieppe (Canadá/Alemanha)
CAF (Espanha)
Siemens (Alemanha)

O relatório final que o júri irá apresentar, em deriva da apreciação das propostas, ocorrerá depois de 15 de Janeiro de 2010.


Luís Moreira


13 novembro 2009

News Release 1231 : Viagens de Grupo na CP


Faro [Portugal], 13.11.2009, Semana 46, Sexta-feira, 18:49

Viajar de comboio e ainda por cima, integrado num grupo de amigos é sempre uma aventura que não se esquece.



A CP oferece uma imensa gama de programas, por isso, pode escolher o que mais lhe agrada. Editamos junto, um flyer que recebemos nos nossos serviços, a propósito dessas mesmas viagens de grupo.



Luís Moreira


News Release 1230 : Alunos vencem prémio de desenho interior para TGV


Faro [Portugal], 13.11.2009, Semana 46, Sexta-feira, 18:29

Alunos da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, vencem concurso de ideias, promovido pela Alstom e em correspondência com o TGV. O jornal Diário de Notícias, relata esse triunfo, através da seguinte notícia, que com cortesia, citamos:

Bancos mais elevados para sentir a velocidade como numa "montanha-russa": uma ideia "simples" valeu hoje a três alunos de arquitectura de Lisboa um prémio num concurso de ideias para o desenho de interiores do futuro TGV.

O prémio, atribuído pela multinacional Alstom, que quer concorrer à rede de alta velocidade em Portugal, distinguiu a ideia "simples e funcional" que a equipa "Feel Unique Inside", da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, composta por Manuel Damião, Samuel Fanhais e Guilherme Cardoso, apresentou a concurso.

"A nossa ideia-base era tornar as coisas mais simples e intuitivas para o povo português. A ideia de subir um bocadinho o lugar é poder sentir os 300 quilómetros por hora passar junto à janela como numa montanha-russa. Além disso, as pessoas mais velhas têm mais facilidade em aceder a lugares mais altos porque não precisam de se baixar para se sentar e as pessoas que não conseguem pôr a bagagem por cima podem pô-la em baixo", disse à Agência Lusa Manuel Damião.

A Alstom, empresa que construiu os comboios que actualmente fazem o serviço Alfa Pendular, da CP, e que quer concorrer também ao projecto do Metro Mondego, as ideias são válidas, mesmo sem a certeza de como irá correr o concurso para o TGV.




"Não sabemos quais vão ser os requisitos e as especificações técnicas para um caderno de encargos codo projecto da alta velocidade em Portugal, quando o conhecermos logo veremos se as ideias são compatíveis e incorporáveis", disse à Lusa Ângelo Ramalho, presidente da Alstom Portugal.

"Para já, são ideias excelentes de gente que exibiu uma capacidade técnica e uma criatividade a toda a prova. E são ideias que tanto são válidas em Portugal como em outra parte do mundo. E se pudermos utilizá-los em projectos em outras partes do mundo, a satisfação será ainda maior", acrescentou.

Na apresentação dos vencedores, o desenhador Xavier Allard, da Alstom, destacou a ideia "simples e pura" de jogar com a altura dos bancos como um factor novo na organização do interior dos comboios, que permite várias soluções modulares.

Os três vencedores ganharam a oportunidade de estagiar num dos escritórios de design da Alstom.



Luís Moreira


News Release 1229 : Alstom atenta ao mercado ferroviário português


Faro [Portugal], 13.11.2009, Semana 46, Sexta-feira, 18:16

O jornal Público, editou ontem na sua página electrónica, uma notícia que revela o interesse, que a multinacional francesa Alstom, tem no mercado ferroviário português. Com cortesia, editamos a referida notícia:

Alstom interessada no TGV, no Metro do Mondego e nos novos comboios para CP Lisboa

A fabricante de material ferroviário Alstom Portugal está interessada na alta velocidade ferroviária (TGV), no metro do Mondego e nos novos comboios para a CP - Comboios de Portugal, disse hoje o presidente da empresa, Ângelo Ramalho.

“Estamos num momento em que estão a ser lançados muitos concursos [no sector ferroviário] em Portugal e estamos interessados”, disse Ângelo Ramalho, apontando como oportunidades de negócio para a empresa, a médio prazo, a alta velocidade ferroviária e, a curto prazo, os concursos para Metro do Mondego e para o fornecimento de novos comboios à CP, que já foram lançados.

Na alta velocidade ferroviária, a Alstom está interessada nos concursos para os sistemas de sinalização e telecomunicações de toda a rede portuguesa e no fornecimento dos comboios, que ainda não foram lançados, precisou o presidente da Alstom Portugal, em declarações aos jornalistas, à margem de um ‘workshop’ organizado pela empresa, que decorre hoje em Lisboa.

Quanto ao projecto de alta velocidade, Ângelo Ramalho disse que a empresa “assiste serenamente a toda a discussão pública”, referiu.

“Não temos de interferir, não somos parte nessa discussão”, acrescentou, referindo que “o nosso país demora demasiado tempo a discutir e decide de uma forma lenta”.

A Alstom “está muito interessada em integrar nas suas ofertas a componente de parceria nacional” para projectos que a empresa desenvolva “em Portugal e no estrangeiro”, afirmou Ângelo Ramalho.

“Pretendemos criar uma rede de parcerias que não tem foco exclusivo no mercado nacional”, disse, salientando que a Alstom está actualmente presente em 60 países, “onde concorre a projectos no sector ferroviário, nos quais é possível integrar competências nacionais”.

A criação desta rede de empresas portuguesas com capacidade de fornecer e produzir componentes para projectos no sector ferroviário está hoje em debate no ‘workshop’ promovido pela Alstom.

A iniciativa junta cerca de 50 empresas e instituições que têm capacidades para equipar o interior os comboios, uma área que vale 300 milhões de euros por ano para a Alstom, segundo Ângelo Ramalho
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Luís Moreira


News Release 1228 : Série 70 0 da Freightliner já chegou


Faro [Portugal], 13.11.2009, Semana 46, Sexta-feira, 17:49

Proveniente dos Estados Unidos, chegou por via marítima ao porto de Newport, no passado dia 7 e 8 de Novembro, as duas primeiras locomotivas diesel eléctricas (70001 e 70002) de última geração da GE General Electric, que na Freightliner serão matriculadas na série 70 0, ou melhor ainda, 70001 a 70030.

"Estamos animados hoje, com a chegada das primeiras locomotivas PowerHaul (PH37AC), o que representa a entrada da GE Transportation no Reino Unido e no mercado europeu", disse Brett BeGole, Gerente Geral da Global Operations locomotive da GE Transportation. "A série PowerHaul GE é tecnologicamente mais avançada, eficiente e com baixas emissões de gases até à data."

Por seu lado, o Director do Grupo de Engenharia da Freightliner Tim Shakerley disse que estava "extremamente orgulhoso" por revelar formalmente a 70001 e 70002 em pleno cais, neste 8 de novembro. «Este produto é o culminar de dois anos de trabalho duro e da parceria com a GE, a fim de produzir uma locomotiva que vai aumentar as nossas capacidades de transporte e trazer redução de emissões de carbono."

A Freightliner afirma que "com base na frota atual e geração de energia, a locomotiva PowerHaul emite menos carbono por km-t bruta. 




Luís Moreira


News Release 1227 : China faz encomenda à medida


Faro [Portugal], 13.11.2009, Semana 46, Sexta-feira, 17:27

O Ministério dos Transportes da China, acaba de tornar firme 3 encomendas de material circulante para os seus caminhos de ferro. São ao todo, 280 automotoras de Grande Velocidade e 400 locomotivas para mercadorias.

Um dos contratos, para o norte da China, no valor de 40,8 mil milhões de yuan atesta o fornecimento de 140 comboios de grande velocidade, modelo CRH3, aptos para 350 km/h. Com esta encomenda, sobe para 400 o número de unidades derivadas do Velaro da Siemens.

A segunda encomenda, desta vez para o sul da China, concretiza-se num valor de 45 biliões de yuan, para mais 140 comboios de grande velocidade, estes, baseados no modelo japonês E2-1000. Aptos para 350 km/h, estes TGV's chineses serão construídos pela Nanche Sifang em Qingdao sob licença da japonesa Kawasaki Heavy Industries e irá incorporar componentes de empresas japonesas.

O Ministério dos Caminhos de Ferro chinês, também fez então uma terceira encomenda de mais 400 locomotivas de mercadorias HXD3, que são locomotivas Co'Co' eléctricas de 7,2 MW, elevando assim por via deste contrato, a um total de 1040 unidades firmes encomendadas.


Luís Moreira


12 novembro 2009

News Release 1226 : Algarve reclama nova linha para a Extremadura


Faro [Portugal], 12.11.2009, Semana 46, Quinta-feira, 10:58

Segundo informa o Transportes & Negócios, o Presidente Macário, que é o actual presidente da autarquia farense, opinou sobre matéria ferroviária, pelo que, com cortesia, transcrevemos a mesma informação.

Algarve reclama nova linha para a Extremadura

Sem mencionar a Alta Velocidade, Macário Correia, social-democrata reeleito presidente da AM Algarve, defende a criação de uma nova ligação ferroviária com Espanha para favorecer a região e o Alentejo.

Uma nova ligação ferroviária a Espanha, com a construção de uma nova ponte sobre o Guadiana, é uma das prioridades da Comunidade Intermunicipal do Algarve, que continua sob a presidência de Macário Correia, agora autarca em Faro.

Macário Correia não mencionou explicitamente, nas declarações à “Lusa”, a linha de Alta Velocidade prevista na rede da Rave, mas a menção da ligação do Alentejo e do Algarve a Espanha remete, necessariamente, para aquela ligação, considerada não prioritária mas que o anterior Governo decidiu mandar estudar, já em final de mandato.

A verdade é que os fluxos turísticos entre o Algarve e a vizinha Espanha não param de aumentar, e a rede de Alta Velocidade do país vizinho deverá chegar ao outro lado da fronteira, faltando depois, no essencial, construir a ponte sobre o Guadiana e o traçado português.

Os dirigentes da AM Algarve querem igualmente ver cumprida a requalificação da EN 125. O processo está em curso, em resultado da concessão do Algarve Litoral, mas poderá sofrer um revés, ainda que temporário, assim seja conhecida a decisão do Tribunal de Contas sobre os vistos prévios a todas as concessões rodoviárias contratadas pela Estradas de Portugal.

O reforço da capacidade do aeroporto de Faro é outra das pretensões dos autarcas, sendo certo que a ANA tem em curso investimentos no local, beneficiando até da recente concessão de um financiamento comunitário ao abrigo das Redes Transeuropeias.

Todos estes assuntos serão discutidos pelos autarcas com o novo ministro das Obras Públicas e Transportes, António Mendonça, passada esta fase de apresentação e debate do Programa do Governo, avisou Macário Correia. Porque as pretensões dos autarcas terão já reflexos no Orçamento de Estado para 2010.

Sobre esta matéria, de ligações trans-fronteiriças, desejamos afirmar que sempre pensamos que foi um erro grave, porque não houve visão no passado, de dotar o Algarve com ligação ferroviária com  a Andaluzia, pois fez-se no Minho, no Douro, na Beira Alta, em Cácéres e no Leste, e porque não na então Linha do Sul, hoje Linha do Algarve, que seria um corredor fantástico, ou seja, Sevilla - Huelva - Faro - Lagos. Em matéria de TGV, no projecto que a LUISFER fez há já 3 anos e que está inédito, fazemos aí a nossa reflexão da importância que esta ligação Algarve com Sevilla é da maior importância, não por começar nesta região ou em Lisboa, mas sim lá em cima, em A Coruña, passando depois por Santiago de Compostela - Vigo - Braga - Porto - Aveiro - Coimbra - Leiria/Fátima - Ota (que já não é) - Lisboa - Faro - Huelva  e finalmente Sevilla, ou seja, em termos internacionais ou nacionais, são 2 linhas, a saber de A Coruña a Lisboa e de Lisboa a Sevilla e não 3 como muitos dizem, sem saberem realmente aquilo que dizem.


Luís Moreira