20 outubro 2009

News Release 1098 : LIGA SAGRES (os percursos ferroviários para a 8ª jornada)


Faro [Portugal], 20.10.2009, Semana 43, Terça-feira, 11:44 - Edita-se nesta News Release, os percursos ferroviários que a LUISFER recomenda, para os adeptos dos clubes da Liga Sagres que nesta 8ª jornada (próximo fim-de-semana), vão jogar fora dos seus campos, ou seja, Olhanense, Naval, Braga, Paços de Ferreira, Leixões, Académica, Nacional e Sporting, e que desejam utilizar o comboio e metro, como meio de transporte preferencial, nas suas deslocações.

Temos então:


Para os adeptos do OLHANENSE que vão a LISBOA (BELENENSES)

1 - Partida do estádio em direcção à estação da REFER de OLHÃO;
2 - Apanhar o comboio da CP e sair na estação da REFER de LISBOA ENTRECAMPOS, com transbordo na estação da REFER de FARO;
3 - Apanhar o metro do ML na estação de ROMA e sair na estação do ML de CAIS DO SODRÉ;
4 - Mudar-se para a plataforma da REFER na estação de LISBOA CAIS DO SODRÉ, apanhar o comboio da CP e sair na estação da REFER de LISBOA BELÉM.
5 - Partir em direcção ao estádio e fim de percurso.


Para os adeptos do NAVAL que vão a LEIRIA (UNIÃO LEIRIA)

1 - Partida do estádio em direcção à estação da REFER da FIGUEIRA DA FOZ;
2 - Apanhar o comboio da CP e sair na estação da REFER de LEIRIA;
3 - Partir em direcção ao estádio e fim de percurso.


Para os adeptos do BRAGA que vão a VILA DO CONDE (RIO AVE)

1 - Partida do estádio em direcção à estação da REFER de BRAGA;
2 - Apanhar o comboio da CP e sair na estação da REFER de PORTO CAMPANHÃ;
3 - Mudar-se para a plataforma da estação do MP de CAMPANHÃ, apanhar o metro da MP (linha vermelha) e sair na estação da MP de VILA DO CONDE;
4 - Partir em direcção ao estádio e fim de percurso.
Nota: Trajecto mais curto é fazer Braga a Famalicão de comboio e a partir daqui até Vila do Conde em solução rodoviária.


Para os adeptos do PAÇOS DE FERREIRA que vão à MADEIRA (MARÍTIMO)

1 - Partida do estádio em solução rodoviária de meia distância até à estação da REFER de PAREDES;
2 - Apanhar o comboio da CP e sair na estação da REFER de PORTO CAMPANHÃ;
3 - Mudar-se para a plataforma da estação do MP de CAMPANHÃ, apanhar o metro da MP (linha violeta) e sair na estação do MP de AEROPORTO;
4 - Mudar-se para a plataforma aeroportuária do AEROPORTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO da ANA, apanhar o avião da TAP e sair no AEROPORTO DO FUNCHAL da ANAM;
5 - Partida em direcção ao estádio em solução rodoviária de meia distância e fim de percurso.


Para os adeptos do LEIXÕES que vão a SETÚBAL (VITÓRIA SETÚBAL)

1 - Partida do estádio em direcção à estação do MP de ESTÁDIO DO MAR;
2 - Apanhar o metro do MP (linha azul) e sair na estação do MP de CAMPANHÃ;
3 - Mudar-se para a plataforma da REFER da estação de PORTO CAMPANHÃ, apanhar o comboio da CP e sair na estação da REFER de SETÚBAL, com transbordo na estação da REFER de LISBOA ORIENTE.
4 - Partir em direcção ao estádio e fim de percurso.
Nota: Existe mais oferta, se a partir de Lisboa Oriente, apanhar o comboio da CP e sair na estação de Lisboa Roma-Areeiro e nesta estação, apanhar o comboio da FERTAGUS com destino a Setúbal.


Para os adeptos da ACADÉMICA que vão ao PORTO (FC PORTO)

1 - Partida do estádio em direcção à estação da REFER de COIMBRA;
2 - Apanhar o comboio da CP e sair na estação da REFER de PORTO CAMPANHÃ, com transbordo na estação da REFER de COIMBRA-B;
3 - Mudar-se para a plataforma da estação do MP de CAMPANHÃ, apanhar o metro da MP e sair na estação da MP de ESTÁDIO DO DRAGÃO;
4 - Partir em direcção ao estádio e fim de percurso.


Para os adeptos do NACIONAL que vão a LISBOA (BENFICA)

1 - Partida do estádio em solução rodoviária de meia distância até ao AEROPORTO DO FUNCHAL da ANAM, apanhar o avião da TAP e sair no AEROPORTO DE LISBOA da ANA;
2 - Partir em direcção ao estádio em solução rodoviária por ser complicado estabelecer itinerário via Metro do ML que obriga a vários transbordos e fim de percurso.


Para os adeptos do SPORTING que vão a GUIMARÃES (VITÓRIA GUIMARÃES)

1 - Partida do estádio em direcção à estação do ML do CAMPO GRANDE, apanhar o metro do ML (linha verde), sair na estação da ALAMEDA, para fazer transbordo e apanhar novamente o metro (linha vermelha) e sair na estação do ML de ORIENTE;
2 - Mudar-se para a plataforma da REFER da estação de LISBOA ORIENTE e apanhar o comboio IC da CP e sair na estação da REFER de GUIMARÃES;
3 - Partir em direcção ao estádio e fim de percurso.
Nota: Existe muito mais oferta de comboios, se optar por fazer Lisboa Oriente a Porto Campanhã (em AP ou IC), fazer transbordo nesta estação e depois apanhar os vários comboios urbanos até Guimarães.

Lembramos que estas soluções são as mais razoáveis, e que devem ser preparados atempadamente, quer os percursos e os horários a observar pelos adeptos interessados. Como é óbvio, a LUISFER, não é responsável, por incumprimento de horários e falhas nos percursos, e os operadores REFER, CP, FERTAGUS, ML, MP, ANA, ANAM, TAP e SATA, não estão vinculados nem obrigados para com a LUISFER, em qualquer destas soluções que oferecemos aos adeptos do futebol.

Luís Moreira


19 outubro 2009

News Release 1097 : Liga Vitalis deixa de ser referenciada


Faro [Portugal], 19.10.2009, Semana 43, Segunda-feira, 23:09 - Informamos os nossos amigos leitores, que será editada amanhã, a News Release referente aos percursos ferroviários que a LUISFER recomenda, para os adeptos dos clubes da Liga Sagres que fora, vão ver os seus clubes jogar no próximo fim-de-semana (8ª jornada) e que, claro, querem optar pelo comboio e metro como meio de transporte preferencial.

No entanto, o motivo principal desta News Release é anunciar, que só editaremos a informação que habitualmente estavamos a fazer desde o início da época, seja para a Liga Sagres como para a Liga Vitalis. Pois bem, a novidade é que, a partir de hoje, já não editaremos mais sobre os jogos da Liga Vitalis, pelo que nos cingiremos apenas em cada semana, aos jogos da liga principal, ou seja, a Liga Sagres e até ao fim do respectivo campeonato.

Luís Moreira


News Release 1096 : Quem é quem!


Faro [Portugal], 19.10.2009, Semana 43, Segunda-feira, 19:52 - Na expectativa de sabermos quem vai ser o novo titular da pasta no MOPTC, editamos nesta News Release, a nossa Vademecun, com as principais entidades e personalidades que as dirigem. Salvo qualquer alteração, temos os seguintes nomes e entidades:

MOPTC (Governo)

Mário Lino
• Ana Paula Vitorino

IMTT (Autoridade)

António Crisóstomo Teixeira
• Jorge Silva
• Maria Isabel Vicente
• Ana Freitas
• José Antunes

REFER + RAVE (Infra)

Luís Pardal
• Alfredo Pereira
• Romeu Reis
• Alberto Ribeiro
• Carlos Fernandes

CP (Operador Ferroviário)

Francisco Cardoso dos Reis
• José Benoliel
• Paulo Magina
• Nuno Moreira
• Ricardo Bexiga

CP Carga (Operador Ferroviário)

José Soares
• Carlos Rodrigues
• Eduardo Frederico

FERTAGUS (Operador Ferroviário)

José Luís Catarino
• José Brandão
• Ana Dourado
• Luís Martins
• Paulo Cerqueira

TAKARGO RAIL (Operador Ferroviário)

• António Mota ?
Jorge Coelho ?
• Arnaldo Figueiredo ?

FMNF-AGM (Fundação)

Carlos Frazão
• Júlio Arroja
• Anabela Pires
• Francisco Abreu
• Jaime Ramos

EMEF (Metalúrgica Ferroviária, pertence ao Grupo CP)

Francisco Cardoso dos Reis
• Paulo Magina
• Carlos Frazão
• Rita Martins
• Carlos Nunes

METROPOLITANO DE LISBOA (Operador de Metro)

Joaquim Reis
• Luís Correia
• Jorge Jacob
• Miguel Roquette

METRO DO PORTO (Operador de Metro)

Ricardo Fonseca
• Maria Rato
• Jorge Delgado
• Fernanda Meneses
• Rui Rio
• Mário de Almeida
• Marco Costa

METRO TRANSPORTES SUL (Operador de Metro)

• ?

METRO DO MONDEGO (Operador de Metro)

Álvaro Seco
• Carlos Picado
• João Costa
• Abílio Abreu
• Nuno Costa
• Carlos Ferreira
• Manuel Gonçalves

CARRIS (Operador rodo-ferroviário urbano)

José Rodrigues
• Maria Rocha
• Fernando Silva
• Maria Isabel Antunes
• Joaquim Zeferino

STCP (Operador rodo-ferroviário urbano)

Fernanda Gomes
• Jorge Sousa
• Rui Saraiva
• António Sá
• Sandra Lameiras

ADFER (Associação)

Arménio Matias

APAC (Associação)

Nélson Oliveira
• Coelho Lemos

CEC (Clube Associativo)

José Pinheiro
• Jorge Trigo
• António Gonçalves
• Valdemar Tomás

AMF (Associação)

José Eduardo Silva

LUISFER (Entidade Privada/Particular)

Luís Moreira

Temos na nossa base de dados, igualmente as personalidades que a nível internacional, estão à frente da UIC, CER, infra e operadores ferroviários de todo o mundo, que de maneira constante, fazemos actualização.

Luís Moreira


News Release 1095 : Já não há comboios assim (Saudades de um momento)


Faro [Portugal], 19.10.2009, Semana 43, Segunda-feira, 18:44 - Nesta News Release, vamos lembrar e fazer recordar para quem gosta verdadeiramente de comboios, uma viagem que fizemos no final do Verão de 1976 em plena Linha da Beira Alta. Quem conhece, siga pelo pensamento e memória, quem não conhece siga pelo esquema que acompanha esta News Release.

Vamos passar a um discurso directo, sempre num tom amigável, como quem conversa com um amigo. Vamos então viajar e sonhar, porque já não há comboios assim.

Aqueles que mais conhecem a minha história, sabem que o meu amor e dedicação total aos comboios e à CP, deu-se entre a Covilhã e o Porto, via Linha da Beira Baixa, Linha da Beira Alta e Linha do Norte. Em qualquer ponto destas 3 linhas, vivi momentos que nunca mais esqueço, em especial na Pampilhosa, a minha estação preferida. O momento de que tantas saudades tenho, passou-se na Beira Alta, já no seu percurso final, entre Santa Comba Dão e a Pampilhosa (sentido descendente, claro está) que é um dos mais bonitos e recordar, que estamos em 1976, não há catenárias, só há tracção diesel pura e magnífica. Militam aqui as 1800 que anos depois passaram para a Região Sul, para dar lugar às míticas 1960 e as carruagens do meu comboio são uma mistura de 10-69, 21-40, 22-40 e algumas 21-69 e ainda um furgão D'Argent. A 1800 que nesse dia fez este trajecto era a 1804, estive à beira dela na estação da Guarda, quando ainda com apertadíssimas plataformas e linhas, se faziam as manobras para compor este comboio de 17 caixas + locomotiva. Eu (com 16 anos então) e a minha família, iamos na carruagem (ver esquema) amarela (era uma 22-40), portanto só tinha mais uma para trás do meu ângulo de visão.

Venho da Covilhã no comboio Directo 3111 que vindo de Lisboa-P pela Beira Baixa, terminava na Guarda, com uma 1550 à cabeça, mas nesta estação, as suas carruagens não ficavam aqui ou voltavam para trás novamente pela Beira Baixa, não, eram atreladas à cauda do Semidirecto 1212, que procedente de Vilar Formoso se destinava a Lisboa-P.

Chego à estação da Guarda e faz calor, aquele calor típico das Beiras e da Serra da Estrela e vou então ao antigo EP da estação (já não existe) e compro gelados Olá para todos e saio cá para fora e vejo as manobras na estação, para formar o meu comboio. Sai a 1550 e a 1800, aos poucos e poucos vai formando o comboio, indo buscar igualmente 3 ou 4 (já não me lembro bem) carruagens que estavam parqueadas numa linha de topo e junta tudo, não ficou uma carruagem na Guarda, só a 1550 e vagões isolados, e quando chega a hora, lá parte ele para fazer a Beira Alta com uma 1800 e 850 toneladas em carga (17x50t). Faço todo o percurso sempre à janela com visões que nunca mais esqueço porque simplesmente inesquecíveis.



Chegamos a Santa Comba Dão e o comboio que vinha com um atraso já de 15 ou 20 minutos, que vinha recuperando pelo caminho, conseguiu chegar à Pampilhosa com 2 ou 3 minutos de atraso, uma odisseia espectacular. E o melhor momento, é este, o dia já está quase findo (chegada à Pampilhosa às 19:40) e o sol está no seu ocaso, a 100 km/h, vejo a passagem pela ponte do Dão num ruído magnífico, entrada no túnel do Coval, depois paragem em Mortágua, novamente em velocidade os túneis de Monte de Lobos, Ribeira, Trezói, Azeval, Espinho e já bem lançado (só ia parar no Luso) vejo aquele dançar característico das carruagens quando circulam embaladas numa via que assenta em travessas de madeira e entro com aquele impacto que se sente sempre (vácuo, quando se entra em túnel com a janela da carruagem aberta) e perante o calor sufocante que vindo de dentro do túnel e que sinto na cara (a 1800 com máxima potência) e respectivo ruído tão característico (diferente de uma ponte), percorro o magnífico túnel do Grande Salgueiral, sai-se e novamente outro, muito mais pequeno, o do Pequeno Salgueiral, depois segue-se o túnel de Portinhas e depois vem a ponte das Várzeas, com o casario lá em baixo com poucas luzes e paramos no Luso, partimos porque a Pampilhosa já está a chegar, sem antes fazermos o túnel dos Carpinteiros e entramos no cenário nocturno da Pampilhosa, com o meu comboio a quase não caber dentro de agulhas.

Fazemos transbordo para o lado da Linha do Norte, junto com muitos passageiros que vão para o Norte também, e esperamos pelo nosso comboio que vindo de Coimbra, vai para Campanhã. É uma 2500 que reboca esse comboio e a carruagem em que viajo é uma Schindler 21-22, imaginem, ainda com bancos de pau.

Como nos dias seguintes recordei estes momentos, debaixo de uma grande constipação e os olhos inflamados por levar com o vento e o frio na cara, pois fiz entre a Covilhã e a Pampilhosa, a viagem sempre à janela. A minha saudosa mãe, disse-me, assim: não tenho pena é bem feito, é para aprenderes. Ainda bem que aprendi a não esquivar-me destes momentos de grande prazer e a não perdê-los, claro está, para quem ama de verdade, os comboios, como eu.

Qualquer dia, contamos outra história, para delícia de quem gosta deste tipo de momentos em ambiente ferroviário.

Luís Moreira


News Release 1094 : Pequeno acidente hoje na MTS


Faro [Portugal], 19.10.2009, Semana 43, Segunda-feira, 15:02 - Segundo informa o Diário de Notícias on-line, na manhã de hoje, houve um pequeno acidente entre uma composição da MTS e um veículo auto ligeiro, na Cova da Piedade, Almada, que provocou dois feridos ligeiros.

Por ser um pequeno acidente sem grande importância, não editamos junto com o presente texto, a habitual Safety Security Notice, acrescentando no entanto, que o acidente ocorreu por volta das 09:20 da manhã e os dois feridos ligeiros, do veículo auto, foram de imediato encaminhados para o Hospital Garcia de Orta, mas sem necessidade de grandes cuidados médicos. O acidente ocorreu numa zona de sinalização ambígua - em que uma parte tem semaforização e a outra não possui esse tipo de sinalização e daí o erro por parte do condutor do automóvel.

Luís Moreira


News Release 1093 : DSB


Faro [Portugal], 19.10.2009, Semana 43, Segunda-feira, 12:36 - Além das páginas web que a LUISFER realiza e que todos os nossos amigos leitores já conhecem, existem também outras páginas (ferroviárias), sejam elas dos organismos, das redes e da infra, como das associações e dos amigos dos comboios. Nesse sentido, estamos a apontar e a referir regularmente neste nosso blogue oficial, um outro site, que ligado à área ferroviária, gostariamos de dar a conhecer, se for o caso, aos nossos amigos leitores e assim, poderem aceder a essa página web.

Sendo assim, damos hoje destaque ao Site da Danske Statsbaner, que é a operadora ferroviária da Dinamarca, congénere da nossa CP e que se denomina "DSB".



Página: DSB
Endereço URL: http://www.dsb.dk
Situação: Activa
Língua: Dinamarquês e inglês
Autor: Equipa DSB
Classificação LUISFER
Page Screen: 6 em 10
Page Total: 6 em 10

Nota: Esta página não linka para o Blogue LUISFER. Ao contrário, o Blogue LUISFER linka para esta página.

Luís Moreira


News Release 1092 : CP versus REFER


Faro [Portugal], 19.10.2009, Semana 43, Segunda-feira, 12:09 - Na nossa News Release anterior, assim como na News Release 1075, editamos duas notícias que editadas no Público e Diário do Sul, argumentam sobre desentendimentos entre a CP e a REFER, no que toca à futura total supressão do tráfego em parte da Linha do Alentejo e da Linha de Évora, para estarem sujeitas a novas beneficiações.

Também na News Release anterior, são conhecidas através da notícia editada, posições da APAC (por parte do seu presidente, o nosso amigo Nélson Oliveira), assim como do terrível Engº Arménio Matias (presidente da ADFER), que também conhecemos e que tanta polémica tem causado com a sua posição sobre a Terceira Travessia sobre o Tejo.



Sobre esta matéria, gostariamos de dizer o seguinte:

- Todos os nossos amigos leitores, especialmente aqueles que há mais anos acompanham a nossa actividade, sabem que temos um carinho e amor especial pela CP e também pela REFER, porque agora sendo duas empresas distintas, antes eram só uma e com a CP de antigamente, tivemos e temos uma cumplicidade de amizade de mais de 30 anos.

- No entanto, não era expectável que acontecesse e já aconteceu também no passado, desentendimentos entre estes dois operadores, pois como nos lembramos dos conflitos por causa do pagamento que a CP tem que fazer à REFER pelo uso da infra, assim como outras situações de conflito.

- Em relação à Linha do Alentejo e Évora, a REFER pode dizer que "é presa por ter cão e presa por não ter", mas esta situação, seria desnecessária acontecer, se houvesse um planeamento pensado como deve ser, visto num todo da rede ferroviária, e não em zonas ou linhas e trajectos específicos. Realmente, não foi há 10 ou 15 anos que se renovou a via na Linha de Évora entre Casa Branca e Évora, foi há quase 3 anos, portanto, deveria ter-se preparado os instrumentos financeiros e de projecto, para se fazer nessa altura (electrificação e não só), o que agora se anuncia que se vai fazer. Aliás, segundo nossa opinião, (cf Directório), existem opções nos investimentos da REFER, que para nós, deviam ser noutros trajectos e noutras linhas, embora, em alguns deles concordemos com o que a REFER está fazer. Sabemos, que são visões diferentes e legítimas, seja por parte da REFER, como por parte da LUISFER. Aliás, aqui o Engº Arménio Matias tem razão, no passado, sempre se fizeram todas as obras, mas nunca se suspendeu (e se suspendia, por algumas horas nocturnas o era) o tráfego ferroviário, que embora condicionado sempre se fez.

- Sabemos também que nestas linhas referidas nestas notícias, o tráfego é muito reduzido e deficitário também o produto dessa exploração, mas deve-se pensar em termos futuros numa rede integrada e não amputada, como por exemplo, seria um disparate total, encerrar de maneira definitiva Covilhã - Guarda, ficava amputada a ligação à Beira Alta, que é importante e estratégica, como alternativa, entre outros factores.

- Sabemos que os sindicatos são muito contudentes com a REFER e com o seu presidente Engº Luís Pardal (presidente, fecha, fecha), mas essa é a sua forma de actuar e sabemos como se faz a transmissão do movimento, com estas entidades.

- Em relação à APAC, revela realmente um desconforto com o que se passa, mas em relação ao Engº Arménio Matias, sabemos que a sua grande batalha é contra o governo em especial, por causa das medidas erradas (também concordamos, em parte com o presidente da ADFER) em relação ao TGV e em especial, no que concerne à TTT.

- A LUISFER há muitos anos que conhece muitos quadros superiores da CP, muitos deles que transitaram para a REFER, mas, podemos dar este exemplo claro, a própria REFER reconhece (foi um quadro superior que o disse) que não consegue ter com as pessoas (leia-se público em geral) uma empatia como por exemplo tem a CP, visto que a REFER, segue uma escola de engenharia pouco aberta ao diálogo, fechada em si mesma e isso é vísivel, por exemplo, através do seu site na net, que pouco informa.

- Ainda sobre nós, todos sabem que a nossa grande constestação vai para o governo de Guterres que já passou, mas não esquecemos os graves danos causados, que Durão Barroso e Pedro Santana Lopes a seguir, depois José Sócrates, não repararam no que toca à Grande Velocidade Ferroviária em Portugal, com a constituição da RAVE, que não aceitamos de maneira nenhuma a sua existência (só aceitamos a REFER), consideramos isso um gravíssimo erro, embora saibamos que a RAVE ficou triste - um seu administrador disse-nos ao telefone, a propósito doutra conversação, que sabia que nós não gostavamos deles (leia-se RAVE), o que nos causou uma certa graça, pela maneira como foi dita a mesma expressão-, embora isso possa causar um mal estar, pois sabemos que são as mesmas pessoas que estão na REFER e RAVE. Não estamos contra as pessoas (mas no lugar delas, se fossemos quadros da CP ou da REFER, não aceitavamos o convite para fazer parte da RAVE), mas sim contra a visão errada, que nós conseguimos "visionar" bem e que o governo de Guterres não conseguiu ver fazendo asneira e asneira grossa. Sobre este particular, o Engº Arménio Matias também tem este pecado mortal, pois já foi executivo na RAVE.

Por fim, de realçar que com tristeza, vemos estas confrontações, tidas por outras como normais entre relações empresariais, que defendem os seus argumentos, projectos e pontos de vista, sim, aceitamos e percebemos isso, mas era perfeitamente desnecessário haver este desentendimento entre pai (CP) e aquele que não que ser o filho pródigo (REFER).

Luís Moreira


News Release 1091 : 232 Kms de via sem comboios


Faro [Portugal], 19.10.2009, Semana 43, Segunda-feira, 10:26 - O jornal público de hoje, através de Carlos Cpriano, coloca à estampa uma notícia em que se refere que "Obras vão deixar 232 quilómetros de via-férrea sem qualquer comboio", em que, é implícita uma crítica à REFER, pelas várias entidades referidas.

Editamos então de seguida e na íntegra, com cortesia, o texto do Público acima referenciado:

Quatro anos depois da apresentação das orientações estratégicas para o sector ferroviário, a REFER atingiu os mínimos em investimento na rede e mantém linhas sem automotoras.

É uma situação inédita na rede ferroviária nacional. A REFER tem vindo a encerrar linhas para efectuar obras, contrariando uma prática centenária em que os trabalhos se realizavam sem interrupção do tráfego ferroviário.

As linhas do Tâmega, do Corgo e do Tua, e os troços Guarda-Covilhã e Figueira da Foz-Pampilhosa, estão fechados e não se sabe ao certo quando reabrirão. Isto porque, em alguns casos, nem sequer há projecto para avançar com as obras.

A situação contrasta com os grandes eventos do início da primeira legislatura de José Sócrates que anunciavam uma aposta forte no caminho-de-ferro em Portugal, como foi o caso da apresentação das orientações estratégicas para o sector ferroviário. Quatro anos depois, não só a REFER atingiu os mínimos em investimento na rede como, de momento, existem 178 quilómetros de via-férrea sem comboios, número que subirá para 232 quando em Maio se encerrar e renovar o troço Vendas Novas-Évora.

Com excepção da linha do Tua (onde subsistem dúvidas quanto ao seu futuro devido à construção da barragem que a poderá submergir) e do troço Guarda-Covilhã (onde decorrem obras em pontes), as restantes linhas aguardam pela concretização dos projectos de engenharia com a respectiva calendarização do investimento. Para o Corgo e Tâmega há uma vaga referência ao "início de 2011" para a sua reabertura, mas entre Figueira da Foz, Cantanhede e Pampilhosa não se sabe quando ali voltará o comboio a apitar.

Comum a quatro destas linhas foi o seu encerramento abrupto, sem qualquer aviso prévio às populações, fundamentado, mais tarde, por relatórios que alertavam para iminentes situações de risco. Nestes casos, foi criado serviço rodoviário alternativo.

Os autocarros entre a Guarda e a Covilhã custam à gestora de infra-estruturas 10.500 euros mensais desde Março deste ano. A linha já antes estivera encerrada por motivo de obras e voltou a fechar em Março, com reabertura prevista para este mês. Contudo, uma segunda empreitada deverá mantê-la encerrada por mais seis meses.

Para substituir as automotoras na linha Figueira da Foz-Cantanhede, a REFER paga 13.680 euros por mês a uma empresa rodoviária. O contrato termina em Março, mas deverá ser prorrogado, pois esta é a linha mais "esquecida" de todas, não havendo sequer projecto de modernização. Nas linhas de via estreita (Tua, Corgo e Tâmega) é a CP que suporta o transporte de substituição, mas a empresa não quis divulgar esses custos.

Para as populações locais subsistem dúvidas sobre se alguma vez o comboio voltará, apesar das promessas em contrário da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, reforçadas durante as eleições num périplo pelo Norte.

Certo é que, apesar de a CP ser a empresa incumbente do serviço público naqueles eixos, nada consta no seu site acerca dos horários dos autocarros a seu serviço. Foi assim que, nos anos oitenta, se concretizou o fecho definitivo das linhas de reduzido tráfego em Trás-os-Montes e no Alentejo,

Nelson Oliveira, presidente da APAC Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos-de-Ferro, diz que não é por acaso que a maioria das vias encerradas para obras são do interior, com pouca procura e exploração deficitária. E lamenta que "a deficiente potenciação do efeito de rede no serviço ferroviário tenha afastado estas linhas de uma efectiva articulação dentro da oferta global da CP". Mais contundente, o presidente da Associação para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário (ADFER), Arménio Matias, diz que a modernização da rede sempre se fez sem interrupção da circulação. O encerramento, diz, "é mais uma consequência da política errada [da tutela] nos últimos anos, escondida sob um manto de falsa sabedoria e alimentada por uma poderosa máquina de propaganda, que anunciou e tentou implementar as mais absurdas opções ferroviárias".

Luís Moreira


News Release 1090 : Problemas com a LGV Lyon - Torino


Faro [Portugal], 19.10.2009, Semana 43, Segunda-feira, 10:26 - O Ministro dos Transportes italiano, Altero Matteoli, acaba de referir que o mais tardar, até Dezembro próximo, irão ser retomados os trabalhos de construção da projectada (e de muito difícil execução, dizemos nós) Linha de Grande Velocidade entre Lyon e Torino. Convém recordar, que, enquanto em terras gaulesas prosseguem os trabalhos de construção desta linha, em Itália, estavam parados os mesmos trabalhos, depois dos protestos que na altura se geraram, aquando dos Jogos Olímpicos de Turim de 2006.

Luís Moreira


News Release 1089 : 2501 foi vedeta no Museu do Entroncamento


Faro [Portugal], 19.10.2009, Semana 43, Segunda-feira, 00.05 - A FMNF-AGM (Museu Ferroviário do Entroncamento) realizou no sábado passado, um evento ligado à mítica locomotiva eléctrica 2501, que como todos sabem, foi abatida recentemente ao serviço activo no parque de material circulante da CP.

Afecta que está agora à FMNF-AGM, quis a mesma fundação, realizar no programa anunciado, uma viagem de ida e volta, com a mesma locomotiva entre o Entroncamento e a estação da Barquinha na Linha da Beira Baixa. Além disso, proporcionou-se a quem quis, fazer uma visita ao interior da locomotiva em plena praça da rotunda do museu, possibilidade essa, só possível em situações muito especiais.


Fazendo um pouco de história, a 2501 foi a primeira de 15 locomotivas eléctricas de linha, da série 2500 (2501 a 2515), que equiparam a CP em matéria de tensão monofásica 25Kv 50Hz ac. Construída pelos vários construtores que em consórcio fizeram a Groupement 50 Hz, chegou a Portugal em 1956 e cumpriu mais de 50 anos de serviço activo no nosso país. Agora, tem o merecido descanso no Museu do Entroncamento.

Créditos: Pela reprodução do cartaz, agradecimento à FMNF-AGM.

Luís Moreira


18 outubro 2009

News Release 1088 : Fabienne Keller no lugar de Zeller na RFF


Faro [Portugal], 18.10.2009, Semana 42, Domingo, 22:03 - O presidente do RFF Réseau Ferré de France, Hubert de Mesnil, já tem novamente o seu conselho de administração completo, depois da nomeação por despacho governamental de 7 de Outubro passado, de Fabienne Keller, que é uma senadora francesa e igualmente já desempenhou vários cargos nas regiões e autarquias francesas, nomeadamente, já foi presidente da Câmara de Strasbourg.



A senhora Keller, vai ocupar na RFF (o mesmo que REFER em Portugal), o lugar do administrador Adrien Zeller, falecido no passado dia 22 de Agosto.

Créditos: Pela foto, agradecimento ao Senado francês / For photo, thanks to French Senate.

Luís Moreira


News Release 1087 : Esta noite sonhei com Miguel Sousa Tavares


Faro [Portugal], 18.10.2009, Semana 42, Domingo, 10:39 - Na nossa News Release 1078, editamos com cortesia, um texto do conhecido jornalista, advogado e escritor Miguel Sousa Tavares, que editado no Jornal Expresso*, tinha como título "Esta noite sonhei com Mário Lino". Fizemos agora o "contraditório" desse texto e editamos na presente News Release, outro texto, com outro sonho. Leiam sff e façam a devida comparação.

"Terça-feira passada, a meio da manhã, faço as Linha do Sul e Norte, em direcção ao Porto e na companhia de uma estrangeira, amiga de Miguel Sousa Tavares; quinta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo ao Algarve. Tanto para lá como para cá, é uma linha de via única e dupla e com poucos e muitos comboios. Em contrapartida, numa breve incursão pela zona dos suburbanos, entre Setúbal e Pinhal Novo, vamos encontrar um tráfego cerrado, composto esmagadoramente por comboios de 2 pisos espanhóis. Vinda de um país onde os comboios quase não existem, ela está espantada com o que vê:


- É sempre assim, esta linha?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente e nos outros dias da semana, quando há muitos carvoeiros.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque o Fontes Pereira de Mello era maluco e queria dotar o país com uma rede de comboios, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais linhas destas?
- Sim, ainda outra, via Beja e que se chama Linha do Alentejo: só temos uma entre Lisboa e o Porto, vamos ficar com mais uma, que é para o TGV. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma. Estás a mentir, porque há comboio entre o Rio e São Paulo. Nós vamos ter duas entre o Porto e Lisboa: é a aposta no comboio, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me de Miguel Sousa Tavares.
- E, já agora, porque é que a Linha do Sul está deserta e a linha entre Setúbal e o Pinhal Novo está cheia de comboios?
- Porque são milhares os que vivem nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
- E porque estão quase todos apressados?
- Porque vão trabalhar.
- Mas vocês ainda não têm trabalho para todos.
- Não: a Europa quer que trabalhemos mais, mas os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...


Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:


- Mas porque não investem antes na estrada?
- Investimos, e está a resultar.
- Resultar, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a A 1 Lisboa-Porto, depois fizeram mais alguns lanços em auto-estrada na zona do litoral e ficamos com 2 auto-estradas e agora, vamos ficar com 3 auto-estradas entre Lisboa e o Porto.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, a maior parte dos utentes utiliza a A 1, enquando nas outras 2 auto-estradas, quem utiliza são os utentes locais que fazem segmentos dessas mesmo auto-estradas e não fazem o percurso todo, entre Lisboa e o Porto. Em alguns troços não há sinal de telemóvel nem Internet, há restaurante em alguns sítios, noutros há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi haver nas horas de ponta, quer em Lisboa e Porto, longas filas de trânsito e além disso, deixarem estar a velocidade máxima nos 120 km/h, que o teu amigo Miguel Sousa Tavares, não concorda e acha um absurdo. Por isso, as pessoas preferem ir de comboio e a Estradas de Portugal perde agora 15 mil milhões.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi conseguirmos fazer o trajecto entre Lisboa e Porto, com mais segurança e sem esperarmos que venha de frente, um carro contra nós, como às vezes acontece...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de Auto-Estradas.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.


Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.


- Mas, em relação ao comboio, ao menos, o TGV quando existir vai directo de Lisboa ao Porto?
- Sim, parando numa ou outra estação intermédia, por exemplo um TGV vem de A Coruña, pára em Braga, depois no Porto e depois pára em Coimbra e finalmente em Lisboa, assim como outro TGV procede de Vigo, pára só no Porto e Leiria/Fátima e depois em Lisboa, portanto, servem-se várias estações com vários comboios que fazem o mesmo percurso. Olha, o teu amigo Miguel Sousa Tavares sabe, mas fala como se não soubesse e diz que o TGV vai parar em várias estações, diz ele: de cima para baixo, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim. Se o aeroporto fosse na OTA, e não discuto agora questões técnicas, o TGV passaria por lá para servir quem vem do Norte e entraria em Lisboa, sem ter que atravessar o Tejo, isso realmente era o melhor em termos ferroviários.


Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.


- E, desculpa lá, o TGV que passará a fronteira de Portugal, ligando-se à Europa, por exemplo para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Sim, vai ter.
- Sim vai? Então, é uma boa opção e não vai ser uma ruína!
- Bem, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que alguns em Portugal são geridos por criminosos, que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ter que ser bem gerida, com comboios de passageiros e mercadorias não pesadas - aliás, ainda não admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração, se os houver: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Naaaaaaaaão, o Governo de José Sócrates, que foi quem tomou esta decisão, ganhou outra vez as eleições há semanas atrás e a oposição não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição PSD, quando era governo e agora não quer o TGV...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem uma figura destas perante acordos firmados?
- Dizem que podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, sim, porque os países escandinavos já querem o TGV, mas o teu amigo Sousa Tavares diz que não, se ele soubesse e lê-se os documentos da UIC, não dizia disparates.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa têm TGV e vocês não querem ter?
- É, dizem que assim não fazemos favores ferroviários a Espanha.


Fizemos muitos quilómetros nesta Linha do Sul e agora, na Linha do Norte , muito perto do Porto, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:


- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que são uma praga para as companhias de bandeira, que, aliás, estão a liquidar a TAP, como liquidaram outras como a Swissair e a Sabena, por outras asneiras então cometidas.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali pela esguelha da janela: sabes o que é aquilo?
- Uma ponte enorme! Extraordinário!
- Sim: é a ponte de São João, a maior do Mundo no que toca ao seu vão com 250 metros, uma peça única, não há igual, para pontes de caminho-de-ferro, percebes.
- Ena! É um espectáculo!
- Olha, o génio que a fez, era do Porto, chamava-se Edgar Cardoso, que o a cidade do Porto ainda não homenageou com uma estátua e era considerado pelos colegas de outros países, como o melhor engenheiro do mundo em pontes e estruturas especiais. Eu tenho orgulho nisso.
- A sério? Mas, estão à espera de quê para homenagear esse engenheiro!
- Não sei, mas neste país é assim.


Apesar do sol de lado, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:


- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora, como chegarmos à Índia, ao Brasil e a muitos outros locais; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez, no meio de muita fome.


Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:


- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar de comboio como em Portugal! Olha-me só para este comboio com tanta gente, agora que chegamos à tua terra natal, a cidade do Porto."

* Como não tenho acesso ao Expresso, vou de Rápido.

PS: Como gostariamos que o Miguel Sousa Tavares, soubesse, que também sonhamos com ele, e "jamais" por outros motivos que não estes, sim, por causa de Mário Lino, que esteve no governo de Sócrates para nos afligir.

Luís Moreira


News Release 1086 : 124 Anos de Comboios em COIMBRA


Faro [Portugal], 18.10.2009, Semana 42, Domingo, 10:23 - Faz hoje 124 anos, que foi inaugurado o primeiro troço daquela que muitos chamam de Linha da Lousã, mas que rigorosamente é, Ramal da Lousã. O troço em causa, liga as duas principais estações ferroviárias da cidade de Coimbra, ou seja, Coimbra-B (que deveria chamar-se Coimbra Choupal) e Coimbra (antes era conhecida e ainda há quem lhe chame de Coimbra-A) e tinha também a designação antiga de Ramal de Coimbra.



Em complemento, informamos que os restantes troços da Linha de Arganil, nome pela qual também foi conhecido o actual Ramal da Lousã, foram inaugurados em 1906 (Coimbra à Lousã) e 1930, para o troço restante, ou seja, Lousã até Serpins.

Como certamente todos sabem, está iminente o encerramento definitivo do Ramal da Lousã, tal e qual como hoje o que conhecemos, a fim de, se dar início também muito em breve, à construção da rede do Metro do Mondego.

Luís Moreira