20 maio 2010

News Release 2088 : Focus nº 553


Faro [Portugal], 20.05.2010, Semana 21, quinta-feira, 16:04

A revista Focus desta semana, aborda os comboios em dois artigos interessantes, a saber:

- Conhecer Portugal de Comboio
- Alta Velocidade na Europa



Em relação ao artigo relativo ao TGV, fizemos leitura do mesmo e encontramos as várias incongruências que o Estado português criou, reflectindo-se negativamente na opinião dos media, que falam de maneira distorcida sobre este mesmo projecto.


Luís Moreira


News Release 2087 : Governo mantém linha UIC entre Lisboa e Madrid até 2013


Faro [Portugal], 20.05.2010, Semana 21, quinta-feira, 15:37

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia dos media na internet, com informação ferroviária relevante.

Fonte: Cargo Edições
Autor: Redacção
Data: Ontem

O ministro das Obras Públicas, António Mendonça voltou a garantir hoje que a linha UIC (em Portugal denominada TGV) entre Lisboa e Madrid até 2013 está «em pé».

António Mendonça está a ser ouvido na comissão de Obras Públicas onde apesar de admitir que «há sempre imponderáveis» a ter em conta, 2013 é a data da «concretização integral e plena do lado português e espanhol» da linha de Alta Velocidade.

Em causa está não só a ligação entre Poceirão e Caia como a terceira travessia sobre o Tejo que fará chegar o comboio de alta velocidade ao centro de Lisboa.

O estado português deu aval para um empréstimo de 300 milhões de euros junto do Banco Europeu de Investimento (BEI) para o financiamento do primeiro troço da rede de alta velocidade.

Mendonça: Adiar TGV significa perder fundos e indemnizar Espanha

O ministro das Obras Públicas alertou hoje para o risco de Portugal perder fundos comunitários já atribuídos e ter de pagar inclusive indemnizações a Espanha, caso a construção do TGV (linha UIC) entre Lisboa e Caia não aconteça nos prazos definidos. “Releva do mais elementar bom senso o aproveitamento daquilo que existe, das negociações que já foram feitas e que podem ser rentabilizadas”, argumentou António Mendonça.

O ministro falava na Comissão Parlamentar de Obras Públicas. António Mendonça contestou a proposta do PSD de suspensão do projecto da alta velocidade por três anos, lembrando que o Governo corre inclusive o risco de ter de compensar Espanha pelos custos incorridos e pelas verbas comunitários eventualmente perdidas, caso Portugal decida pela “suspensão unilateral” da obra.

PSD quer suspender linha UIC por pelo menos três anos

O PSD vai apresentar esta quarta-feira um projeto de resolução que recomenda a suspensão da construção das linhas de alta velocidade ferroviária por, pelo menos, três anos, anunciou o deputado Jorge Costa.
O anúncio foi feito durante a reunião da comissão parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, em que está a ser ouvido o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça.

Entretanto, o Jornal de Notícias avança que Adriano Rafael, deputado do PSD e membro da Comissão, vai exigir do ministro algumas explicações sobre o contrato de concessão já assinado "quando se conhecia o atraso do lado espanhol, desde a vinda a Portugal do ministro do Fomento, em novembro de 2009, quando afirmou que até março de 2012 o itinerário Badajoz/Madrid estaria em construção, o que pressupõe um atraso de dois anos, e depois de anular o troço Poceirão/Lisboa". Outra questão a colocar pelo PSD prende-se com a construção da uma terceira linha em bitola ibérica, "com travessas polivalentes para mudar para a bitola europeia", entre Évora e Caia, destinada exclusivamente ao tráfego de mercadorias, que poderá ser desativada pouco após a sua construção, se passar a haver tráfego misto (passageiros e mercadorias) na linha UIC Poceirão-Caia.


Luís Moreira


News Release 2086 : Regulamento nº 473/2010


Faro [Portugal], 20.05.2010, Semana 21, quinta-feira, 14:50

Foi publicado hoje em Diário da República, II Série, nº 98, de 20 de Maio de 2010, por intermédio do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações / Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, o Regulamento nº 473/2010 que estabelece o regime de melhoria de desempenho para a rede ferroviária nacional e que revoga o capítulo IV do Regulamento n.º 21/2005, de 3 de Fevereiro, publicado no Diário da República, 2ª série, nº 50, de 11 de Março de 2005.

Edita-se de seguida o novo Regulamento n.º 473/2010

Estabelece o regime de melhoria de desempenho para a rede ferroviária nacional

O modelo de regulação do sector ferroviário português tem no Decreto-Lei n.º 270/03, de 28 de Outubro, revisto e alterado pelo Decreto-Lei n.º 231/2007, de 14 de Junho e pelo Decreto-Lei n.º 20/2010, de 24 de Março, o seu quadro legal de referência. Nele se definem as condições de prestação dos serviços de transporte ferroviário por caminho-de-ferro e de gestão da infra-estrutura, particularmente no que diz respeito às tarifas pelo uso da infra-estrutura e aos poderes da entidade reguladora.

Este diploma prevê a possibilidade de serem adoptados mecanismos associados às tarifas que correspondam a um regime de melhoria de desempenho, visando a minimização das perturbações da circulação e o aumento da eficiência geral da rede. A densificação desta matéria compete, por via regulamentar, ao IMTT, I. P.

Decorridos que se encontram cinco anos desde a data de entrada em vigor do actual Regulamento nº 21/2005, de 3 de Fevereiro, estão reunidas condições para proceder à revisão do Regime de Melhoria de Desempenho, previsto no seu Capítulo IV, de forma a poder adaptá-lo aos imperativos comunitários, especificamente ao disposto no artigo 11º da Directiva n.º 2001/14/CE.

Assim, sob proposta da Unidade de Regulação Ferroviária, institucionalmente alocada ao IMTT, IP, mas dotada de autonomia técnica e independência funcional nos termos do artigo 17.º, nº 3 do Decreto-Lei n.º 210/2006, de 27 de Outubro, ponderadas as sugestões apresentadas no decurso da consulta às entidades previstas no artigo 67.º do Decreto-Lei nº 270/2003, revisto e alterado pelos Decretos-Leis n.os 231/2007, de 14 de Junho e 20/2010, de 24 de Março, no exercício das competências que lhe são conferidas pelas alínea h) do n.º 1 do artigo 21.º da Lei Quadro dos Institutos Públicos, o Conselho Directivo do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, I. P., deliberou em reunião realizada no dia 6 de Maio de 2010, aprovar o presente Regulamento.

Lisboa, 6 de Maio de 2010 — O Presidente do Conselho Directivo, António Crisóstomo Teixeira.

Artigo 1.º

Objecto

O presente regulamento estabelece o regime de melhoria de desempenho previsto no artigo 60.º do Decreto-Lei n.º 270/2003, de 28 de Outubro, revisto e alterado pelo Decreto-Lei n.º 231/2007, de 14 de Junho e pelo Decreto-Lei n.º 20/2010, de 24 de Março, fixando um sistema convencional de penalidades e incentivos.

Artigo 2.º

Âmbito

1 — O regime previsto neste diploma aplica-se às entidades gestoras das infra-estruturas ferroviárias e aos operadores abrangidos pelo Decreto-Lei n.º 270/2003, de 28 de Outubro, revisto e alterado pelo
Decreto-Lei n.º 231/2007, de 14 de Junho e pelo Decreto-Lei n.º 20/2010, de 24 de Março.
2 — O presente regulamento abrange toda a rede ferroviária nacional em exploração.
3 — O disposto neste regulamento não prejudica os regimes e valores fixados no âmbito de contratos de serviço público em vigor.

Artigo 3.º

Princípios gerais

1 — O regime de desempenho deve ser disponibilizado a todos os operadores de forma equitativa e não discriminatória.
2 — Os elementos que concorrem para a definição do regime de desempenho são divulgados no directório de rede.
3 — É obrigatória a celebração de um contrato entre o gestor de infra-estrutura e os operadores de transporte ferroviários relativo às matérias do regime de melhoria de desempenho.
4 — O contrato a que se refere o número anterior vigora por um prazo até 3 anos, podendo ser revisto anualmente.

Artigo 4.º

Contratos

1 — O gestor da infra -estrutura deve apresentar a proposta contratual de desempenho aquando do procedimento de repartição da capacidade, sem prejuízo da sua divulgação no directório de rede.
2 — O contrato referido no número anterior poderá prever sanções para o incumprimento das obrigações de serviço, compensações e prémios para desempenhos superiores aos contratualizados.
3 — Os contratos de melhoria de desempenho deverão acautelar os casos em que existam intervenções de relevo na infra-estrutura que condicionem a circulação, em que ocorram interrupções de circulação,
suspensão ou acentuada degradação das condições de circulação, sem prejuízo da aplicação das regras gerais da responsabilidade civil.
4 — Não é devida qualquer tarifa, incluindo a associada à capacidade pedida mas não utilizada, em caso de perturbação que determine a impossibilidade da circulação ferroviária.
5 — O regime contratado não prejudica o exercício do direito de regresso dos operadores relativamente ao gestor de infra-estrutura, no que concerne aos pagamentos a que aqueles estejam obrigados perante
terceiros nos termos da legislação em vigor.

Artigo 5.º

Procedimento de aprovação

1 — Os contratos celebrados ao abrigo do artigo anterior são notificados pelos intervenientes à Unidade de Regulação Ferroviária, para efeitos de aprovação, no prazo máximo de 5 dias úteis a contar da sua celebração.
2 — A Unidade de Regulação Ferroviária poderá determinar, no prazo de 30 dias úteis, as alterações que julgue convenientes para garantir a sua conformidade ao acervo normativo e regulatório e às melhores
práticas.
3 — Em caso de dúvida sobre questões de concorrência a Unidade de Regulação Ferroviária poderá requerer parecer prévio à Autoridade da Concorrência.
4 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, as diligências a que houver lugar determinam a suspensão do prazo referido no nº 2.

Artigo 6.º

Monitorização e registo do desempenho

1 — O regime de desempenho consta do directório de rede e assenta num sistema de monitorização e registo aprovado pela Unidade de Regulação Ferroviária.
2 — O sistema de monitorização e registo abrange todos os operadores que utilizam a rede ferroviária nacional.
3 — Quando existam dois ou mais sistemas de monitorização e registo do desempenho de natureza diversa, os dados serão convertidos para um sistema único de registo que constará do directório de rede.
4 — O sistema único de registo é disponibilizado ao regulador por via informática.
5 — O sistema único de registo deve conter, pelo menos, os seguintes elementos:
a) A data;
b) O número do comboio;
c) O ponto de controlo onde a medição é feitas;
d) O momento da passagem do comboio no ponto de controlo;
e) A identificação e quantificação do desvio eventualmente existente entre o momento de passagem efectivo face ao planeado;
f) Os motivos do atraso, quando ocorram;
g) A imputação da responsabilidade do atraso pelos intervenientes.

6 — Os factos e os valores inscritos no sistema de monitorização e registo de desempenho beneficiam de presunção de exactidão.
7 — O gestor da infra-estrutura fixa e divulga o universo dos pontos de controlo disponíveis, do qual os operadores escolherão os que mais lhes convenham para cada tipo de serviço.
8 — Os padrões normais de pontualidade correspondentes a um desempenho adequado por ponto de controlo escolhido são de 3, 5 e 30 minutos, para os comboios do serviço urbano e suburbano, os comboios regionais e de longo curso, e os comboios de mercadorias.
9 — Com base nos dados do sistema de registo, o gestor de infra-estrutura elaborará e enviará mensalmente aos operadores, um relatório sucinto de apuramento dos resultados dos registos de desempenho da rede sob sua gestão, o qual será notificado à Unidade de Regulação Ferroviária.
10 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, o gestor elaborará semestralmente um relatório geral de desempenho da rede, que remeterá à Unidade de Regulação Ferroviária, podendo o mesmo vir a ser divulgado na sua página electrónica.

Artigo 7.º

Imputação

1 — Os motivos de atraso constam de uma tabela uniformizada, da qual constam ainda as regras de imputação dos atrasos aos vários intervenientes do sistema.
2 — O gestor da infra-estrutura divulgará no directório de rede a tabela a que se refere o número anterior, a qual deve ser de simples cognoscibilidade pelos operadores.
3 — A notação dos motivos do atraso será feita através da inscrição no registo do código correspondente, obtido na tabela acima referida e incluirá uma breve descrição dos factos que geraram o atraso.
4 — A repartição de responsabilidade será feita na escala de 0 a 100, tendo em conta a quota-parte de responsabilidades de cada um dos intervenientes.

Artigo 8.º

Valorização

1 — As sanções previstas no regime de melhoria de desempenho têm a natureza de cláusula penal, salvo se do mesmo resultar o contrário.
2 — Compete ao gestor da infra-estrutura centralizar e proceder à compensação dos créditos e débitos gerados pelo sistema.
3 — A valorização dos atrasos e eventuais reduções será fixada anualmente pela Unidade de Regulação Ferroviária, por instrução vinculativa, até ao início do procedimento de repartição de capacidade, tendo por base o valor médio anual da hora de trabalho do salário mínimo nacional, arredondado para o número inteiro imediato e a relação de proporcionalidade entre os padrões normais de pontualidade, por tipo de serviço.
4 — O regime de melhoria de desempenho poderá prever a existência de montantes máximos para a valorização dos atrasos para cada tipo de serviço, a contratualizar com os operadores de forma equitativa e não discriminatória, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
5 — Para os serviços de transporte não programados no horário técnico, a valorização dos atrasos poderá ser contratualizada, caso a caso, desde que respeitem os princípios do tratamento equitativo e não
discriminatório.
6 — As partes no regime de desempenho podem acordar, de forma equitativa e não discriminatória, agravamentos da valorização em caso de atrasos sistemáticos, entendendo-se como tal aqueles que ocorrem
de forma repetida e regular.

Artigo 9.º

Transporte de mercadorias

1 — Sem prejuízo do disposto no artigo anterior, nos serviços de transporte de mercadorias os atrasos nos pontos de formação de comboios só devem ser valorizados em casos excepcionais, devidamente fundamentados, pelo gestor de infra-estrutura, junto da Unidade de Regulação Ferroviária.
2 — A fundamentação circunscreve-se aos impactos que aqueles causem no sistema de desempenho.
3 — Quando sujeitos a valorização, os atrasos são reduzidos em função da avaliação dos impactos referidos no número anterior.

Artigo 10.º

Supressão da circulação ferroviária

1 — Em caso de perturbação da circulação que obrigue à supressão total de um ou mais comboios, a valorização da supressão é fixada em 30 minutos.
2 — Em caso de perturbação da circulação que obrigue a supressão parcial de um ou mais comboios, a valorização da supressão corresponde ao produto de 30 minutos pela proporção entre a parte do percurso suprimido e o percurso total.

Artigo 11.º

Prémios de desempenho

1 — O gestor da infra-estrutura deve reservar do saldo positivo apurado anualmente no sistema de registo de desempenho um valor mínimo de 25 % para atribuição de prémios de desempenho.
2 — Os prémios de desempenho referidos no número anterior devem corresponder a uma evolução positiva do desempenho, obtida em dois anos consecutivos e apurada com base nos registos do sistema de melhoria de desempenho.

Artigo 12.º

Identificação e imputação dos atrasos

1 — A identificação e imputação dos atrasos será efectuada nos seguintes termos:
a) O gestor de infra-estrutura envia aos operadores, até ao 1º dia útil seguinte ao dia operacional, um termo de identificação de atrasos diário (TIAD);
b) Os operadores podem apresentar, até ao 1.º dia útil após a sua recepção, contestação fundamentada aos dados do TIAD;
c) O gestor de infra-estrutura identifica as responsabilidades dos operadores pelos atrasos até ao 3.º dia útil após o dia operacional, notificando no mesmo prazo os interessados.
2 — Em caso de desacordo sobre os valores e motivos dos atrasos ou a sua imputação, os interessados podem reclamar, no prazo de 5 dias úteis, para a Unidade de Regulação Ferroviária, que decidirá, no prazo
de 10 dias úteis a contar da recepção de toda a informação relevante, confirmando ou determinando a alteração do TIAD pelo gestor de infra-estrutura.

Artigo 13.º

Fiscalização da aplicação do regime de desempenho

1 — A fiscalização do disposto no presente diploma compete à Unidade de Regulação Ferroviária, que para este efeito poderá utilizar os poderes previstos no artigo 68.º do Decreto-Lei n.º 270/2003, de 28 de Outubro, revisto e alterado pelo Decreto-Lei n.º 231/2007, de 14 de Junho e pelo Decreto-Lei nº 20/2010, de 24 de Março.
2 — O disposto neste regulamento não prejudica a emissão de recomendações e instruções vinculativas pela Unidade de Regulação Ferroviária.

Artigo 14.º

Regime transitório

1 — Até ao termo do 1º semestre de 2010 manter-se-á em vigor o modelo experimental acordado entre o gestor e os operadores ferroviários e aprovado pela Unidade de Regulação ferroviária.
2 — Até ao termo do primeiro mês subsequente ao prazo referido no número anterior deverão ser remetidos à Unidade de Regulação Ferroviária os contratos de desempenho para efeitos do disposto no artigo 5.º
3 — A valorização dos atrasos para o corrente ano será efectuada através de instrução vinculativa emitida pela Unidade de Regulação Ferroviária, até 2 semanas após a entrada em vigor do presente regulamento, segundo os critérios definidos no n.º 3 do artigo 8.º
4 — Sem prejuízo de procedimento contra-ordenacional previsto na alínea p) do n.º 1 do artigo 77.º do Decreto -Lei n.º 270/2003, de 28 de Outubro, revisto e alterado pelo Decreto-Lei n.º 231/2007, de 14 de Junho e pelo Decreto-Lei n.º 20/2010, de 24 de Março, em caso de incumprimento pelo gestor de infra-estrutura ou pelos operadores do disposto no nº 2, será elaborado relatório, do qual se dará conhecimento ao ministro responsável pela área dos Transportes e ao ministro das Finanças.
5 — O relatório a que se refere o número anterior e os demais actos relativos à aplicação do presente regulamento são publicitados na página electrónica da Unidade de Regulação Ferroviária.

Artigo 15.º

Disposições finais

1 — O regime previsto neste diploma poderá ser aplicado às linhas e redes constantes do Anexo I do Decreto-Lei n.º 270/2003, de 28 de Outubro, revisto e alterado pelo Decreto-Lei n.º 231/2007, de 14 de
Junho e pelo Decreto-Lei n.º 20/2010, de 24 de Março.
2 — O disposto no presente regime não pode ser prejudicado pelo que vier a ser acordado nos contratos de utilização a que se refere o artigo 21º do Decreto-Lei n.º 270/2003, de 28 de Outubro, revisto e alterado pelo Decreto-Lei nº 231/2007, de 14 de Junho e pelo Decreto-Lei nº 20/2010, de 24 de Março.

Artigo 16.º

Norma revogatória

É revogado o Capítulo IV do Regulamento n.º 21/2005, de 3 de Fevereiro.

Artigo 17.º

Vigência

O presente diploma produz efeitos a partir do dia seguinte à sua publicação.

Artigo 18.º

Revisão

Este regulamento será objecto de revisão no prazo máximo de três anos, salvo se da sua aplicação resultar a necessidade de uma revisão intercalar.


Luís Moreira


19 maio 2010

News Release 2085 : Metro de Lisboa faz parceria com a Disneyland Paris


Faro [Portugal], 19.05.2010, Semana 21, quarta-feira, 16:46

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia dos media na internet, com informação ferroviária relevante.

Fonte: Transportes em Revista
Autor: Andreia Amaral
Data: Ontem

No âmbito da sua política de Responsabilidade Social e Cultural, o Metropolitano de Lisboa (ML) estabeleceu uma parceria com a Disneyland Paris para o “Festival da Nova Geração Disney”. Entre 18 de Maio e 18 de Junho, as estações Marquês de Pombal, Cais do Sodré, Alameda e Terreiro do Paço serão invadidas pela “Nova Geração Disney”, numa aproximação às famílias que poderá habilitá-las a ganhar duas viagens e respectiva estadia à Disneyland Paris.

Segundo a empresa, “o passatempo irá decorrer no sítio do Metro de Lisboa (www.metrolisboa.pt) e destina-se aos clientes do ML que possuam o cartão Lisboa Viva carregado com título de viagem válido para a rede do Metro. Para se habilitarem a ganhar a viagem, terão de escrever uma história que envolva uma ou mais personagens da Nova Geração Disney que invadiram o Metro e a narração tem que ter como local as estações”. O objectivo do metro é “desafiar os seus clientes “família” à criatividade, surpreendendo e proporcionando mais uma de muitas experiências inovadoras lançadas por esta Empresa”.


Paulo Almeida



News Release 2084 : Estado dá aval a empréstimo de 300 milhões para o TGV


Faro [Portugal], 19.05.2010, Semana 21, quarta-feira, 16:30

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia dos media na internet, com informação ferroviária relevante.

Fonte: Jornal i
Autor: Ana Suspiro
Data: Ontem

O Estado concedeu aval a um empréstimo de 300 milhões de euros (ver nossa News Release 2069) contraído junto do BEI para financiar o primeiro troço da rede de alta velocidade (TGV) da Linha Lisboa/Madrid. O financiamento é contraído pela Elos, o consórcio liderado pela Brisa e Soares da Costa que vai construir o troço Poceirão/Caia.

O empréstimo tem maturidade de 20 anos e uma taxa de juro variável acrescida de uma margem fixa revisível face à Euribor. As condições deste financiamento foram negociadas antes da crise financeira que abalou o euro a as economias do Sul da Europa. O BEI concedeu um empréstimo de 600 milhões de euros ao troço Proceirão/Caia. Metade desta financiamento é avalizado pelo Estado.

O investimento neste troço está avaliado em 1,470 mil milhões de euros. A concessão de garantia, publicada hoje em Diário da República, é justificada pela importância estratégica para o país deste projecto e para o seu forte efeito positivo no relançamento do crescimento económico, indução de investimento privado e criação de emprego.


Paulo Almeida



News Release 2083 : 260 milhões de euros para linha temporária do TGV


Faro [Portugal], 19.05.2010, Semana 21, quarta-feira, 16:20

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia dos media na internet, com informação ferroviária relevante.

Fonte: Jornal de Notícias
Autor: Virgínia Alves
Data: Ontem

O contrato de concessão do TGV entre Poceirão-Caia inclui também a construção de uma linha paralela em bitola ibérica entre Évora e Caia, só para mercadorias, cujo valor será de 260 milhões de euros, e que só terá serventia até à data de ligação ao TGV espanhol.

Apesar do travão anunciado pelo Governo para as grandes obras públicas, há um projecto que se mantém - a construção da linha ferroviária de alta velocidade Poceirão/Caia. Embora com atrasos do lado português, a terceira travessia do Tejo não está assegurada, e há atrasos do lado espanhol.

A somar a estas contingências, o contrato de concessão já assinado (8 de Maio de 2010) inclui a construção e manutenção das infra-estruturas ferroviárias do troço Poceirão-Caia por 40 anos, e também o troço Évora-Caia da linha convencional (bitola ibérica) de mercadorias, cujo custo ascende a 260 milhões de euros.

Esta terceira linha (TGV tem linha em dois sentidos) tem sido alvo de críticas por vários especialistas, uma vez que o projecto do TGV é em linha mista (passageiros e mercadorias) e que a linha convencional de mercadorias agora a construir poderá ser alterada para a bitola europeia ou simplesmente desactivada, quando do lado espanhol estiver concluído o troço de TGV Madrid/Caia.

Os especialistas frisam ainda que actualmente existe uma linha convencional que permite fazer o transporte de mercadorias para Espanha, defendendo que a solução seria construir desde o início a ligação Poceirão/Sines em bitola europeia.

Estes cenários não escaparam ao PSD, que hoje irá informar o ministro das Obras Públicas, durante uma audição na Comissão das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, da Assembleia da República, da sua intenção de apresentar no Parlamento um projecto de resolução com o objectivo de adiarem a construção do troço Poceirão/Caia por um período nunca inferior a três anos.

Ao que o JN apurou, Adriano Rafael, deputado do PSD e membro da Comissão, vai exigir do ministro algumas explicações sobre o contrato de concessão já assinado. Entre elas, por que razão avançaram já "quando se conhecia o atraso do lado espanhol, desde a vinda a Portugal do ministro do Fomento, em Novembro de 2009, quando afirmou até Março de 2012 o itinerário Badajoz/Madrid estaria em construção, o que pressupõe um atraso de dois anos, e depois de anular o troço Poceirão/Lisboa". Outra questão a colocar pelo PSD prende-se com a construção da tal terceira linha em bitola ibérica, "com travessas polivalentes para mudar para a bitola europeia".


Paulo Almeida



News Release 2082 : Refer recebe luz verde para construir novo túnel em Alcântara


Faro [Portugal], 19.05.2010, Semana 21, quarta-feira, 15:58

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia dos media na internet, com informação ferroviária relevante.

Fonte: Diário Económico
Autor: Nuno Miguel Silva
Data: Ontem

A Refer está agora apenas dependente dos Ministérios das Finanças e das Obras Públicas para arrancar com o investimento para a ligação em desnivelamento - em túnel - da linha de Cascais à linha de Cintura, no que será o novo nó de Alcântara. Face à conjuntura económica difícil e aos limites de investimento público impostos pelo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), o Governo está a reavaliar a prioridade dos investimentos na rede ferroviária convencional. Falta ainda saber se esse projecto irá avançar ou se será adiado.

Se avançar, como defendem os responsáveis da Refer, a ligação já tem luz verde do Ministério do Ambiente. O Diário Económico apurou que a Agência Portuguesa do Ambiente, organismo tutelado pelo ministério liderado por Dulce Pássaro, já aprovou, há cerca de dois meses, a DIA - Declaração de Impacte Ambiental deste projecto.

A aprovação da DIA efectuada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) foi, no entanto, condicionada. Uma das primeiras exigências feitas à Refer neste empreendimento é a "preservação do edifício da Estação de Alcântara, bem como a gare que lhe está associada, tendo em conta o elevado valor patrimonial e histórico dessa estação e as potencialidades que esta oferece para adaptação a outros usos num contexto de usufruto público deste espaço", refere o documento.


Paulo Almeida



News Release 2081 : CP e Joalto Douro associam-se ao Festival da Cereja


Faro [Portugal], 19.05.2010, Semana 21, quarta-feira, 15:48

Com cortesia, editamos na íntegra, notícia dos media, com informação ferroviária relevante.

Fonte: Viseu Mais
Autor: Redacção
Data: Ontem

As empresas Comboios de Portugal (CP) e JoaltoDouro associam-se ao Festival da Cereja, que decorre nas ruas do concelho duriense de Resende no último fim-de-semana de Maio (dias 29 e 30).

A parceria entre as empresas e este Município é, este ano, uma novidade que pretende facilitar a viagem até à sede do concelho e atrair milhares de visitantes, disponibilizando horários de transporte especiais entre as estações do Porto e da Ermida (Resende). Posteriormente as viagens até ao centro da Vila são asseguradas pela JoaltoDouro.

A CP terá, assim, à disposição três ligações (duas Inter-Regionais e uma Regional) com partidas do Porto e três viagens de regresso com início na estação da Ermida. A ligação Regional sai de São Bento às 9h55, faz paragem em todas as estações, e chega à Ermida, Resende, às 11h58. As ligações Inter-Regionais saem às 9h15 de São Bento e às 7h25 de Campanhã.

Todos os visitantes terão à sua espera na estação da Ermida um autocarro da JoaltoDouro que fará a ligação até ao centro da Vila de Resende. No final da tarde o mesmo transporte assegurará a ligação de Resende à estação.

As partidas da estação da Ermida iniciam-se às 17h18 (ligação Inter-Regional). Mas, quem quiser aproveitar até mais tarde esta iniciativa, recheada de atracções culturais e recreativas, tem a oportunidade de regressar às 17h58 (Regional) ou às 19h20 (Inter-Regional).



Resende situa-se na margem Sul do rio Douro, entre os concelhos de Cinfães e Lamego, já no distrito de Viseu, e fica a pouco mais de uma hora da cidade do Porto. Quem viajar no sentido Vila Real – Resende deverá optar pelo seguinte percurso: seguir a A24 até à Régua, apanhar a nacional para Mesão Frio, atravessar a Ponte da Ermida e seguir no sentido para Resende.

Para quem vem de Lisboa-Viseu existem duas alternativas: seguir a A24, sair na saída para Bigorne e seguir em direcção a Resende, passando por Feirão e Felgueiras ou seguir a A24, sair em Lamego, dirigir-se ao centro da cidade, passar na localidade de Avões e seguir em direcção a Resende, passando em S. Martinho de Mouros.

Na direcção Porto – Resende deve apanhar a A4, continuar pelo IP4 e sair na nacional para Mesão Frio. Cerca de 10 a 15 km à frente virar para Resende, passando por Sta. Marinha do Zêzere, atravessa a Ponte da Ermida seguindo até Resende. Poderá, ainda, apanhar a A4, sair no Marco de Canaveses e continuar em direcção a Baião, onde deve seguir as indicações para Sta. Marinha do Zêzere, atravessar a Ponte da Ermida em direcção a Resende.

Créditos: Pelo banner, agradecimento ao portal Viseu Mais.


Paulo Almeida



News Release 2080 : Aviso CP para os comboios IC


Faro [Portugal], 19.05.2010, Semana 21, quarta-feira, 12:42

Recebemos nos nossos serviços, o seguinte aviso por parte da CP, que de imediato editamos em favor dos leitores interessados:




Luís Moreira


News Release 2079 : Operação Especial Senhor de Matosinhos


Faro [Portugal], 19.05.2010, Semana 21, quarta-feira, 12:07

Segundo informação que recebemos por parte da MP Metro do Porto, as festas do Senhor de Matosinhos começaram no passado sábado, dia 15, e estendem-se até dia 30. Para garantir o transporte com a maior comodidade e segurança aos seus clientes, e para responder ao previsível aumento de procura, a Metro do Porto montou uma operação especial.

O principal reforço decorre nos momentos das festividades que atraem um maior volume de pessoas: os dois domingos (16 e 23 de Maio), e as noites dos dias 21 e 22. Nos dias 16 e 23, sempre entre as 15h às 20h, a Linha Azul (A) tem uma frequência de 10 minutos e reforço da capacidade com composições duplas. Nas noites de maior afluência, sexta e sábado (21 e 22 de Maio) a circulação na Linha Azul prolonga-se até às 02:00.



Na noite de 21, até à 1 hora da manhã, são garantidas frequências de 10 minutos e entre a 01:00 e as 02:00, a frequência é de 20 minutos. No dia 22, mantêm-se as frequências de 10 minutos até à 1 hora da manhã, com reforço de capacidade. Da 01:00 às 02:00, nesta noite a frequência é de 15 minutos. Todas as viagens após a 01:00 são efectuadas apenas no sentido Senhor de Matosinhos - Trindade.

Nos restantes dias mantém-se a oferta regular desta linha.

O Metro do Porto recomenda a todos os clientes a compra ou o carregamento antecipado dos títulos de viagem (ida e volta) e a sua correcta validação.


Luís Moreira


News Release 2078 : 12 anos da estação do Oriente


Faro [Portugal], 19.05.2010, Semana 21, quarta-feira, 11:34

Faz hoje 12 anos que foi inaugurada com pompa e circunstância, a estação do Oriente, em Lisboa, integrada que está no antigo complexo da Expo'98 de Lisboa.



Admirada por uns e menos amada por outros, a estação de Oriente é uma obra do arquitecto espanhol Santiago Calatrava.


Luís Moreira


News Release 2077 : Despachos nºs 8443 e 8444/2010


Faro [Portugal], 19.05.2010, Semana 21, quarta-feira, 11:18

Foi publicado hoje em Diário da República, II Série, nº 97, de 19 de Maio de 2010, por intermédio do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações / Gabinete do Secretário de Estado dos Transportes, os Despachos nº 8443 e 8444/2010, com a seguinte descrição:




Luís Moreira